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Trump perdoa Giuliani e aliados por contestarem a eleição de 2020

Decisão ocorre enquanto promotores em cinco Estados enfrentam impasses judiciais sobre o caso dos “eleitores falsos”

O presidente Donald Trump e o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani | Foto: Reprodução/CBS
O presidente Donald Trump e o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani | Foto: Reprodução/CBS

O presidente dos EUA, Donald Trump, concedeu perdão a Rudy Giuliani e a outros aliados republicanos investigados por contestar o resultado da eleição presidencial de 2020. O norte-americano apresentou a medida, assinada neste domingo, 9, como uma tentativa de encerrar o que ele chama de “uma injustiça nacional”.

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O decreto incluiu 77 nomes ligados à campanha republicana e ao movimento que questionou a lisura da votação. Entre eles, ex-assessores e advogados que atuaram em Estados decisivos. O texto do perdão afirma que o país precisa de “reconciliação” e critica o uso político do sistema judicial. O benefício não se aplica a Trump.

Giuliani e o centro da controvérsia de 2020

Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York e advogado pessoal de Trump, liderou a ofensiva jurídica que buscava revisar o resultado da eleição de 2020. Na época, ele apresentou diversas ações judiciais e relatórios que apontavam supostas falhas nas urnas e irregularidades na apuração em Estados-chave. Nenhum tribunal aceitou as denúncias, mas Giuliani continuou afirmando publicamente que a eleição fora comprometida.

A estratégia resultou em acusações de que aliados republicanos tentaram substituir delegados eleitorais em alguns Estados, enviando listas paralelas ao Congresso. Trump e seus assessores diziam que a ação tinha o objetivo de garantir a revisão dos votos até que todas as suspeitas fossem verificadas.

Caso contra Trump e seus aliados perde força na Justiça

O perdão de Trump veio em meio a uma sequência de reveses sofridos por promotores estaduais em processos sobre o caso. Em Michigan, uma juíza rejeitou as acusações contra 15 republicanos que haviam enviado listas alternativas de votos eleitorais. Ela concluiu que os réus realmente acreditavam haver irregularidades em 2020 e que o Ministério Público não provou intenção criminosa.

Já no Arizona, a procuradora Kris Mayes avaliava se retomaria o processo contra Giuliani e outros aliados depois que um juiz anulou parte da denúncia. O magistrado entendeu que os promotores não haviam informado ao grande júri uma lei que poderia justificar as ações dos republicanos, o que violou o direito de defesa.

Na Geórgia, o afastamento da promotora Fani Willis por conflito de interesse suspendeu o caso contra Trump e seus aliados. O tribunal deu prazo ao conselho de promotores para indicar um novo responsável, ou arquivará o processo.

As decisões judiciais se acumularam nos últimos meses e fragilizaram os esforços de promotores democratas para manter vivas as ações ligadas à eleição de 2020. Com o novo perdão, Trump busca consolidar a ideia de que promotores perseguiram seus aliados e usaram o sistema de Justiça para punir opositores políticos.

Leia também: “O fantasma vermelho em Nova York: lições esquecidas da Revolução Russa”

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1 comentário
  1. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Enquanto a direita briga , vagabundos da esquerda entram no cenario , vejam esse exemplo da cidade capital do mundo onde infelizmente elegeu um fa de terroristas , Nova Iorgue teria que ser boicotada pelo turismo.

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