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Hamas deixa governo da Faixa de Gaza

Grupo terrorista formaliza saída da administração civil e transfere responsabilidades para comitê criado por Trump

Terroristas palestinos acompanham o desfile militar das Brigadas Al-Qassam, o braço armado do Hamas, no sul da Faixa de Gaza | Foto:

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O grupo terrorista Hamas anunciou, nesta segunda-feira, 6, a dissolução do órgão que administrava a Faixa de Gaza desde 2007, transferindo suas funções para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), criado durante as negociações do cessar-fogo com Israel em outubro de 2025. A decisão visa facilitar a transição administrativa e foi aprovada por outras facções palestinas. Embora o Hamas tenha aceitado deixar a administração, a questão do desarmamento permanece indefinida.

O Hamas anunciou nesta segunda-feira, 6, a dissolução do órgão que administrava a Faixa de Gaza desde 2007 e oficializou sua saída da gestão civil do território. A medida prevê a transferência das funções administrativas para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), criado durante as negociações que levaram ao acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista, firmado em outubro de 2025.

Segundo Ismail al-Thawabta, chefe do gabinete de imprensa do regime do Hamas, o chefe do comitê de emergência governamental, Mohammed al-Farr, apresentou oficialmente sua renúncia e determinou a extinção do órgão. A decisão, segundo ele, tem como objetivo “facilitar a transição administrativa e governamental para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza”.

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O NCAG foi instituído pelo Conselho da Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante as negociações do cessar-fogo do grupo terrorista com Israel. Em nota, o órgão afirmou que acompanhará os acontecimentos em Gaza “por meio de ações, não de promessas”.

Desarmamento do Hamas não foi definido

Desde a entrada em vigor da trégua, o Hamas vinha declarando que aceitava deixar a administração da Faixa de Gaza, embora a questão do desarmamento do grupo permaneça sem definição. O grupo terrorista controla o território desde 2007, quando expulsou o grupo rival Fatah do comando da região.

Em declaração à agência AFP, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, afirmou que a decisão busca retirar justificativas para a continuidade da ofensiva israelense. “O Hamas deu um novo passo ao deixar de estar no comando da Faixa de Gaza”, disse. “Com o objetivo de eliminar quaisquer pretextos para a ocupação, que continua a sua agressão e guerra de extermínio.”

Um integrante da cúpula do Hamas informou à AFP que a decisão foi comunicada às demais facções palestinas, que manifestaram aprovação à iniciativa. O presidente do NCAG, Ali Shaath, declarou na rede social X que o comitê, sediado no Cairo, capital do Egito, há vários meses, “está totalmente preparado para assumir suas responsabilidades nacionais assim que estejam disponíveis os recursos e as capacidades necessários”.

Mercados árabes (shuks) de Gaza. Há fartura, mas há também os altos impostos cobrados pelo Hamas, que dificultam o acesso da população à comida. No entanto. a ajuda humanitária é enviada gratuitamente | Foto: Divulgação/Coordinator of Government Activities in the Territories

A primeira etapa do cessar-fogo possibilitou a libertação dos últimos reféns israelenses mantidos pelo Hamas em troca de palestinos presos por Israel. As negociações da segunda fase, que incluem o desarmamento do grupo terrorista e uma retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza, seguem sem avanços, enquanto Israel ampliou sua presença militar no território.

O governo israelense rejeita a possibilidade de o Hamas voltar ao poder, mas também resiste, neste momento, à transferência do controle da Faixa de Gaza para a Autoridade Palestina. As duas partes continuam trocando acusações de violação do cessar-fogo.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, pelo menos mil palestinos morreram desde o início da trégua. O Exército de Israel informa que registrou seis mortes no mesmo período, sendo cinco soldados e um terceirizado.

Leia também: “Qual o futuro de Gaza?“, reportagem de Miriam Sanger publicada na Edição 326 da Revista Oeste

1 comentário
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    UMA GRANDE NOTÍCIA , PRINCIPALMENTE PRO POVO LOCAL , QUE ERA REFEM DESSES TERRORISTAS !

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