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Trump volta a criticar a Rússia e a defender a Ucrânia

Segundo o presidente dos EUA, Kiev tem capacidade para recuperar o território tomado por Moscou

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, no Salão Oval, na Casa Branca, em Washington, D.C. - 25/8/2025 | Foto: Brian Snyder/Reuters
Com a sanção, a máquina pública deve voltar a funcionar de forma plena nos próximos dias | Foto: Reprodução/Twitter/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 23, que a Ucrânia pode reconquistar todo o território perdido para a Rússia e restabelecer as fronteiras definidas em 1991.

Trump declarou que Kiev tem condições de recuperar áreas ocupadas por Moscou desde 2014, como a Crimeia, e também regiões tomadas a partir da invasão de 2022 — incluindo Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson.

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Em publicação na plataforma Truth Social, o republicano disse que a Ucrânia pode alcançar esse objetivo com apoio financeiro e militar da União Europeia e da Organização do Tratador do Atlântico Norte. “A Ucrânia está em posição de lutar e recuperar sua integridade territorial”, escreveu. “Com paciência e recursos, as fronteiras originais não são apenas uma opção. Por que não? A Rússia tem lutado sem rumo por três anos e meio uma guerra que deveria ter levado menos de uma semana para um verdadeiro poder militar vencer.”

O incentivo de Trump

Na visão de Trump, as dificuldades econômicas enfrentadas pelo Kremlin abrem espaço para uma ofensiva ucraniana. Ele disse que este é o “momento certo para a Ucrânia agir” e sugeriu que os ucranianos podem ir além da simples retomada de terras ocupadas.

O comentário surge depois do encontro de Trump com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Nova York, durante a 80ª Assembleia Geral da ONU. Zelensky classificou a reunião como a mais produtiva desde o começo da guerra.

A invasão da Ucrânia pela Rússia

A Rússia anexou a Crimeia em 2014 e ampliou seu controle territorial depois do início da invasão em fevereiro de 2022. De lá para cá, Moscou insiste em que qualquer negociação de paz inclua o reconhecimento internacional das regiões ocupadas como parte de seu território.

A nova manifestação de Trump ocorre semanas depois de sua reunião com Vladimir Putin, no Alasca, em agosto. Apesar das expectativas, o encontro não trouxe avanços concretos sobre um possível acordo para encerrar a guerra.

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