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Turquia bloqueia acesso ao Grok, inteligência artificial do X

Governo do país acredita que chatbot ofendeu Erdogan, Ataturk e valores religiosos

foto generica grok
Atrelada à rede social X, a plataforma Grok é uma marca vinculada ao empresário Elon Musk | Foto: Reprodução/Shutterstock

Uma decisão judicial na Turquia determinou a restrição de acesso a conteúdos do Grok, inteligência artificial criada pela xAI, empresa de Elon Musk. A medida foi tomada depois de autoridades identificarem respostas do chatbot que, segundo elas, ofenderam o presidente Tayyip Erdogan (AKP), Mustafa Kemal Ataturk e valores religiosos.

O Ministério Público de Ancara informou que instaurou investigação sobre o caso. Esta é a primeira vez que o país adota um bloqueio contra material de uma ferramenta de inteligência artificial. A legislação turca prevê pena de até quatro anos de prisão para quem comete insultos dessa natureza.

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O órgão regulador BTK aplicou a restrição assim que recebeu ordem judicial. Segundo a imprensa local, o Grok, integrado à plataforma X, teria produzido conteúdos ofensivos ao ser questionado em turco sobre Erdogan e Ataturk. Até o momento, nem a X nem Elon Musk comentaram o episódio.

Governo avalia bloqueio total do Grok no país

O ministro dos Transportes e Infraestrutura, Abdulkadir Uraloglu, declarou à emissora NTV que, apesar da restrição parcial, uma proibição total ao Grok pode ser implementada se necessário. Ele disse ainda que as autoridades vão debater o tema com representantes da X.

Especialista em direito digital da Universidade Bilgi, Yaman Akdeniz afirmou que cerca de 50 publicações do Grok motivaram a investigação e o bloqueio, com o objetivo de “proteger a ordem pública”. Ele destacou que “a Turquia se tornou o primeiro país a impor censura ao Grok”, conforme publicou na X.

Censura na Turquia

Recep Erdogan
Erdogan, presidente da Turquia; ele está há mais de 10 anos no cargo | Foto: Reprodução/site presidência Turquia

Nos últimos anos, o governo turco ampliou a fiscalização sobre redes sociais e serviços de streaming, aprovando legislações que aumentam o controle sobre o conteúdo online, além de abrir investigações contra empresas e restringir o acesso a determinados sites.

Críticos alegam que as normas buscam silenciar opositores, enquanto autoridades defendem a salvaguarda da dignidade institucional.

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