Ucrânia: começa evacuação pelos corredores humanitários

Civis estão deixando as cidades Sumy e Irpin
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Os primeiros refugiados começaram a deixar a cidade de Sumy
Os primeiros refugiados começaram a deixar a cidade de Sumy | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nesta terça-feira, 8, os ucranianos começaram a deixar as cidades Sumy e Irpin, no leste do país, por meio de um corredor humanitário que abriu depois de negociações com os russos. A prioridade de evacuação é dos deficientes, mulheres grávidas e crianças em orfanatos.

Segundo a vice-primeira-ministra ucraniana, Irina Vereshchuk, o primeiro comboio partiu no começo da manhã de hoje. “Os civis foram levados para Poltava, na região central da Ucrânia, e foi seguido pela população local em veículos pessoais”, disse Vereshchuk, em um comunicado.

O local, perto da fronteira com a Rússia, tem sido palco de violentos combates há vários dias. Pelo menos nove pessoas, incluindo duas crianças, foram mortas em um bombardeio em Sumy, na noite de ontem, segundo serviços de emergência ucranianos.

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“Irpin está quase em ruínas,”, disse uma jovem à agência de notícias Reuters, enquanto segurava um bebê nos braços com outra filha ao lado. “Ontem, foi o bombardeio mais difícil. As luzes e o som são muito assustadores.”

O Ministério da Defesa da Rússia informou hoje que os corredores humanitários estão sendo abertos para a retirada de civis em Kiev e nas cidades Tcherhihiv, Sumy, Kharkiv e Mariupol, segundo a agência de notícias russa Interfax.

Refugiados

O número de refugiados da Ucrânia chegou a 2 milhões, de acordo com dados da agência da ONU para refugiados (Acnur). Já era previsto que o número chegaria a essa marca hoje. Filippo Grandi, o líder da Acnur, visitou países que têm recebido ucranianos, como a Polônia, a Romênia e a Moldávia.

Ele fez uma comparação: as guerras dos Balcãs, nos anos 1990, provocaram um fluxo de refugiados que teve entre 2 e 3 milhões de pessoas, mas em um período de oito anos. “Em outras regiões do mundo, observamos este cenário, mas na Europa é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou.

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