Ucrânia: separando a verdade da mentira

Uma nova profissão está florescendo nas redações: o perito em imagens digitais
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Imagem: reprodução YouTube
Imagem: reprodução YouTube

As muitas imagens da invasão da Ucrânia que chegam à imprensa e às redes sociais deixam uma dúvida fundamental: quais são reais? O jornal Washington Post levantou alguns casos de falsificação. Como um suposto lançamento de míssil sobre a Ucrânia, que na verdade aconteceu na Turquia, em 2016. Ou um sobrevoo de aviões militares russos sobre Kiev, que na verdade aconteceu em Moscou há dois anos.

A digitalização de vídeos permite com realizar a falsificação de imagens, como neste incêndio fake:

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Para garantir a veracidade das informações, alguns órgãos de imprensa estão contratando equipes de “peritos visuais” que, segundo o Washington Post, “passam horas analisando e produzindo análises cruzadas com mapas e posts da mídia social – às vezes apontando a esquina exata de Kiev onde o inferno aconteceu”.

O padrão de qualidade de um vídeo ou foto da guerra é sua localização exata. Para isso são utilizados instrumentos como o Google Earth ou seu equivalente russo, o Yandex. Um fator às vezes ainda mais difícil de reconhecer é o momento exato em que o fato ocorreu.

Esta imagem mostra a comparação entre a imagem da explosão e sua localização no Google Maps, aparentemente próxima a Palanka:

Nesse caso concluiu que a explosão havia realmente acontecido, mas não no dia que se supunha (24 de fevereiro). Em outro caso, descobriu-se que um ataque russo atingiu um edifício próximo a um jardim de infância:

“Essa é a beleza desse tipo de trabalho”, declarou um dos peritos a serviço do New York Times. “Tudo é muito transparente, então as pessoas que não acreditam podem realizar o trabalho por conta própria”.

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7 comentários Ver comentários

  1. Revista Oeste, por favor estou de saco cheio , desculpe a expressão, por vcs toda a vez me obrigarem a fazer cadastro novamente.
    Sou assinante da revista pô, coloquem isso no cadastro enquanto estou pagando as mensalidades.

  2. Hoje digitalmente vc pode produzir qualquer imagem.
    Não dá mais para acreditar no que vc está vendo e ouvindo..
    É impossível saber a verdade.
    Vários vídeos publicados na imprensa tem falsificações grosseiras, com imagens de video game no abate de aeronaves.

  3. Dias atrás vi na imprensa um vídeo que afirmaram ser helicópteros russos soltando mísseis sobre a Ucrânia, que na realidade eram helicópteros lançando Flares, usados pra defesas contra mísseis anti aéreos.

  4. NÃO ADIANTA!!
    Quando a imprensa, a mídia velha, insiste na MENTIRA….essa se torna verdade para os BURROS
    que insistem em seguir jornais e rádios e TVs mentirosos…do “consórcio”.
    Muita gente escuta, mas não entende o significado do tal “O CONSÓRCIO”…
    Nada mais é do que a velha mídia corrupta e que vive do dinheiro público…esse dindin quando cortado por governos sérios/honestos esse consórcio ATACA COM MENTIRAS…e assim…até esse tais “analistas de imagens” são canalhas.
    Tv Globo, UOL/Folha de SP, Estadão, Metropolis/Bandeirantes são o TAiS membros do Consorcio.
    Midia Ninja, Brasil 247, Catraca Livre, etc etc são seguidos por adolescentes que foram doutrinados nas escolas publicas.. e também em algumas privadas,
    Falta Papai e Mamãe acompanhando de perto a atividade NÃO DOS FILHOS…e SIM dos Professores e Diretores dessas escolas…
    Depois não chorem quando aso 18-20 anos ainda terem um pilantra na familia.

  5. A revista Oeste bem que poderia inserir a opção para que o usuário da área de comentários pudesse editar apenas o seu texto para eventuais correções posteriores ao envio da mensagem. O JCO dispõe desse tipo de ferramenta já faz tempo.

  6. Vai ficar conhecida como a “Guerra das Fake News”. Já tem gente duvidando se está tendo guerra mesmo, eu também começo a acreditar nisso também. Até deputado paulista canalha fez pose defronte a vários engradados de garrafas vazias de vodka, dizendo que estava ajudando a fabricar coqueteis Molotov, para dizer que estava colaborando com a causa dos ucranianos (ou ucranianas?). Até nisso tem fake news.

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