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Veja quem aceitou, recusou ou ainda não respondeu à proposta de Trump no Conselho de Paz

Durante a cerimônia de fundação do grupo, estiveram presentes chefes de Estado ou representantes de 19 nações

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião de gabinete na Casa Branca, em Washington, D.C. - 2/12/2025 | Foto: Brian Snyder/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião de gabinete na Casa Branca, em Washington, D.C. - 2/12/2025 | Foto: Brian Snyder/Reuters

O lançamento do Conselho da Paz, iniciativa liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já conta com a adesão de cerca de 20 países. O evento de fundação, que reuniu a maioria dos apoiadores, marcou o início da organização, cuja presidência vitalícia será exercida por Trump.

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Durante a cerimônia, estiveram presentes chefes de Estado ou representantes de 19 nações, entre eles nomes como Javier Milei, presidente da Argentina; Hamad Isa Al Khalifah, rei do Bahrein; e Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria. Quatro países europeus, incluindo França e Suécia, anunciaram que não participarão do conselho.

Adesão de países e presença internacional em conselho criado por Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) figura entre os convidados, mas até agora não respondeu ao convite. Outros países, como Reino Unido, China, Croácia, Alemanha, Itália, Rússia, Singapura e Ucrânia, também aguardam definição sobre sua adesão. Entre os participantes confirmados estão Armênia, Arábia Saudita, Argentina, Azerbaijão, Bahrein, Belarus, Bulgária, Catar, Cazaquistão, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Kosovo, Marrocos, Mongólia, Paquistão, Paraguai, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.

Líderes de Belarus, Egito, Israel e Vietnã, apesar de terem aceitado o convite, não estiveram presentes no evento. Até o momento, nenhuma das grandes potências globais formalizou participação. Entre os países convidados e ainda sem resposta também estão Brasil, Reino Unido, China, Croácia, Alemanha, Itália, Rússia, Singapura e Ucrânia.

Objetivos do Conselho da Paz

O Conselho da Paz surge com o objetivo de supervisionar o governo de transição na Faixa de Gaza, conforme a segunda etapa do acordo firmado entre Israel e o Hamas, em outubro de 2025. A proposta, detalhada pela Casa Branca em setembro, prevê que Gaza se transforme em uma área livre de grupos armados, sob administração de um comitê palestino tecnocrático, monitorado pelo conselho internacional.

Segundo o governo norte-americano, o novo conselho terá função consultiva e prestará apoio ao comitê gestor provisório da Faixa de Gaza, que iniciou atividades no Cairo, sob liderança do ex-vice-ministro Ali Shaath e outros 14 membros. Esta entidade “ajudará a apoiar uma governança eficaz e a prestação de serviços de alto nível que promovam a paz, a estabilidade e a prosperidade do povo de Gaza”, afirmou a Casa Branca.

Donald Trump, além de presidente vitalício, deterá poder de veto e autoridade para convidar ou excluir países do órgão. O estatuto prevê mandatos de três anos para países membros, com possibilidade de permanência estendida mediante contribuição de US$ 1 bilhão no primeiro ano. “Cada Estado membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da data de entrada em vigor desta Carta, renovável pelo presidente. Este mandato de três anos não se aplicará aos Estados membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em dinheiro para o Conselho da Paz no primeiro ano”, diz o documento.

A lista inicial de membros fundadores indicados por Trump inclui Marco Rubio, chefe da diplomacia dos Estados Unidos; Tony Blair, ex-premiê britânico; Steve Witkoff, enviado especial para Gaza; Jared Kushner; Ajay Banga, presidente do Banco Mundial; Marc Rowan e Robert Gabriel. A função específica de cada integrante ainda não foi detalhada. O major-general Jasper Jeffers assumirá o comando da Força Internacional de Estabilização em Gaza.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Será que a ameba diplomática irrelevante de nove-dedos no cenário mundial irá aceitar?

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