publicidade
No Ponto

CCJ convoca reunião para analisar recurso de Chiquinho Brazão

Colegiado já aprovou parecer pela cassação do mandato do acusado de mandar matar Marielle Franco

Domingos Brazão; Nunes Marques
Chiquinho Brazão está preso desde março deste ano, acusado de obstrução da Justiça | Foto: | Foto: Divulgação/Alerj

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Caroline De Toni (PL-SC), convocou sessão para as 14h30 da próxima segunda-feira, 23, para que o colegiado aprecie recurso do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) contra a decisão do Conselho de Ética de cassar seu mandato

Chiquinho Brazão é um dos acusados de ordenar matar a vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Estácio, região central do Rio de Janeiro. 

Receba nossas atualizações

Em agosto, o colegiado da Conselho de Ética da Câmara, comandado pelo deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA) aprovou, por 15 votos a 1, o parecer da parlamentar Jack Rocha (PT) pela manutenção da prisão de Chiquinho Brazão e perda de seu mandato. 

Na sessão desta segunda-feira, os parlamentares podem votar remotamente quanto ao recurso apresentado pela defesa do deputado.

Prisão de Chiquinho Brazão

Chiquinho, seu irmão, Domingos Brazão, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, estão presos preventivamente desde 24 de março deste ano. O trio é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por homicídio e organização criminosa. Apesar de acusados de serem os mandantes da morte de Marielle Franco, os três negam qualquer envolvimento.

O deputado é apontado por investigadores como um dos elos da milícia da zona oeste do Rio de Janeiro. Na sessão do Conselho de Ética da Câmara de agosto, Chiquinho Brazão teve oportunidade de falar por cerca de cinco minutos. Ele negou qualquer participação na morte da vereadora e disse que ela era sua “amiga”.

+ Preso, Domingos Brazão diz que perdeu ‘quase 20kg’ na prisão e que confia na absolvição do STF

“Gostaria de iniciar dizendo que sou totalmente inocente”, disse Chiquinho. “A vereadora Marielle era minha amiga, comprovadamente nas imagens.” Conforme o deputado, ele e Marielle “sempre” foram “parceiros”. “Noventa por cento da nossa votação coincide”, continuou.

Também na sessão de agosto, o advogado de defesa do deputado, Cleber Lopes, pediu que o processo fosse suspenso por seis meses até que o STF pudesse investigar totalmente o caso.

Na época do assassinato de Marielle, Chiquinho era vereador na Câmara do Rio de Janeiro. Segundo o relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, a prisão preventiva de Chiquinho se deu em virtude de obstrução de Justiça durante seu mandato de deputado.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade