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No Ponto

Comprovantes da Uber mostram que Martins não estava no Alvorada durante encontro sobre suposto golpe

Informações da operadora TIM corroboram documentos do aplicativo

filipe martins
Filipe Martins, assessor especial da Presidência da República, durante palestra no Instituto Rio Branco - 9/5/2019 | Foto: Arthur Max/MRE

Comprovantes da Uber informam que Filipe Martins, assessor da Presidência para Assuntos Internacionais do governo Bolsonaro, não estava no Alvorada durante a reunião na qual teria se discutido um suposto plano de golpe, na manhã de 7 de dezembro de 2022.

Obtidos por Oeste, os documentos corroboram dados de geolocalização da operadora TIM, que mostram Martins distante do palácio. A presença de Martins no local também não foi confirmada pelo general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, que esteve no encontro. Durante depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF), sem citar Martins, o militar disse que “um assessor” entrou na sala, deixou um papel e foi embora.

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Os documentos do aplicativo de transporte mostram, que às 10h19, Martins se deslocou da Asa Sul, na capital federal, para a Asa Norte. Nesse momento, a reunião para tratar do que seria uma tentativa de ruptura institucional estava ocorrendo.

Conforme a Procuradoria-Geral da República, registros da portaria do Alvorada mostram a entrada de Martins para a reunião. Os advogados do ex-assessor, contudo, afirmam que as informações apresentam problemas técnicos e não são confiáveis. Ainda de acordo com a defesa, não haveria registros de saída do ex-assessor.

Filipe Martins vira réu no STF

1ª Turma do STF julga denúncia sobre o núcleo 2 da PET 12.100 | Foto: Antonio Augusto/STF

Em 22 de abril, a 1ª Turma do STF tornou Martins réu, por suposta tentativa de golpe.

Martins e outros acusados responderão pelos seguintes crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito — pena varia de 4 a 8 anos de prisão;
  • Golpe de Estado — pena de 4 a 12 anos;
  • Organização criminosa — pena de 3 a 8 anos;
  • Dano qualificado — pena de 6 meses a 3 anos;
  • Deterioração de patrimônio tombado — pena de 1 a 3 anos.

Leia também: “O preso de estimação do STF”, reportagem publicada na Edição 269 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

2 comentários
  1. Dmitri
    Dmitri

    São ELES que têm que provar que ele saiu do Brasil! Esta merda está toda errada e a gente só assiste.
    Dizem que elegemos nossos representantes. Meus eleitos não me representam e nunca mais receberão meu voto, pois não posso ser representado por um covarde não sendo eu um.

  2. Carlos Henrique Soares
    Carlos Henrique Soares

    Para o ditador togado, isso pouco importa!

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