A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pediu ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, a criação de uma força-tarefa para acelerar a remoção de conteúdos produzidos com inteligência artificial que possam ser usados para atacar candidatos durante as eleições de 2026.
Segundo confirmou a equipe de Damares a Oeste, o pedido foi apresentado durante um encontro que reuniu parlamentares e lideranças políticas para discutir os impactos do avanço da inteligência artificial no processo eleitoral.
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A senadora demonstrou preocupação especial com a proliferação de deepfakes (vídeos, imagens ou áudios manipulados digitalmente) e ressaltou que as mulheres devem estar entre os principais alvos desse tipo de prática durante a campanha.

A parlamentar defendeu na reunião a adoção de mecanismos mais rigorosos para a retirada imediata de conteúdos falsificados que atinjam a honra de candidatos e lideranças políticas.
A proposta inclui não apenas as plataformas digitais tradicionais, mas também aplicativos de mensagens, em que a disseminação desse tipo de material costuma ocorrer de forma mais rápida e difícil de rastrear.
Preocupação compartilhada
A preocupação foi compartilhada por outras participantes do encontro, que também solicitaram ao TSE medidas de proteção para mulheres que exercem liderança política, mesmo quando não disputam cargos eletivos.
Um dos exemplos citados foi o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Durante as eleições de 2022, a presente do PL Mulher participou ativamente da campanha, embora não fosse candidata. Segundo as parlamentares, lideranças femininas nessa condição também podem ser alvo de conteúdos manipulados e deveriam receber proteção da Justiça Eleitoral.
Participaram da reunião com o presidente do TSE a deputada Soraya Santos (PL-RJ), a deputada Delegada Katarina (PSD-SE) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).

Segundo relatado pela equipe de Damares a Oeste, Nunes Marques se mostrou receptivo às preocupações apresentadas e sinalizou positivamente para a necessidade de enfrentamento do problema. O ministro também teria afirmado que a Justiça Eleitoral já possui estrutura para agir com rapidez na retirada de conteúdos produzidos por inteligência artificial que violem a legislação eleitoral.
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ótimo artigo.