A renúncia de Carla Zambelli ao mandato de deputada federal, anunciada neste domingo, 14, foi resultado de uma combinação de desgaste político, pressão institucional e avaliações feitas pela própria parlamentar e seu filho, João Zambelli, nas últimas horas.
A decisão ocorre dias depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anular a votação do plenário da Câmara que havia rejeitado, por falta de votos, a cassação do mandato da deputada — do 257 votos necessários para, a base governista alcançou apenas 227.
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Segundo João, Zambelli recebeu o revés do Supremo já emocionalmente abalada: “Ela está muito triste”. “É uma tristeza porque enfrentar uma situação dessa, de renúncia, é difícil. Ainda mais depois de ter uma maioria na Câmara, que é uma luta difícil.”

Ele relata ter conversado longamente com a mãe depois da decisão do STF e descreve a sensação de frustração pelo esforço político que vinha sendo feito para garantir apoio dentro do Congresso.
“Rodei conversando com vários deputados do centro, centro-direita, direita também, até alguns de esquerda, para falar a verdade”, relatou. “Então é difícil, depois de tanta batalha, a gente ter que renunciar.”
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João reconhece que a renúncia acabou sendo considerada a alternativa “menos danosa” diante do impasse entre o Legislativo e o Supremo: “Acho que, analisando a situação de forma mais fria, foi a coisa certa a se fazer”.
De acordo com João, a renúncia também foi motivada por uma avaliação pragmática: se permanecesse no cargo, Zambelli poderia ser cassada automaticamente em fevereiro, por faltas acumuladas, o que criaria um novo constrangimento institucional.
“Ela desistiu depois de conversarmos e explicar que, se não o fizesse, envergonharia o Parlamento”, declarou. “Se ele não acatasse essa decisão, ela iria cair em fevereiro por faltas.”

Indagado sobre a possibilidade de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não acatar a decisão de Moraes, João respondeu:
“Eu não ia pagar para ver se o Motta iria se posicionar a nosso favor, não”, disse. “Acho que minha mãe também não ia. Esperar que algum momento tirasse a decisão de ter que escolher entre o Parlamento e o STF, eu não sei o que eu escolheria, sinceramente.”
O filho da deputada afirma que o comportamento da Câmara nos próximos processos de cassação — como os de Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro — servirá de termômetro para avaliar como a Casa trataria o caso de sua mãe.
“Dependendo da forma como ele (Motta) agir daqui em diante, nos outros casos de cassação, a gente vai ver como ele agiria também no caso da minha mãe.”
Decisão final

Em sua fala, João também destacou a preocupação da mãe com o impacto da cassação sobre sua equipe: “Nós não iríamos conseguir ajudar nenhum dos funcionários que têm famílias e perderiam seus empregos”. “Minha mãe tem funcionários que têm filhos especiais e sempre se preocupou com todos eles. Com essa atitude, ela demonstra cuidado com todos e prefere defendê-los ao invés de se proteger.”
“Minha mãe sempre colocou as pessoas que precisam na frente dos seus interesses”, ressaltou João. “Essa é a maior demonstração de amor pelos que foram leais a ela. E sabemos que ela vai continuar lutando pelos princípios que defende, porque não vai ser uma perseguição que irá calar uma voz que ecoa nos corações do povo brasileiro.”
Extradição de Zambelli

Interpelado sobre o processo de extradição da deputada, que está detida na Itália desde julho, João diz que não acompanha detalhes técnicos, mas entrega o desfecho “nas mãos de Deus”.
“Não sei como está o processo na Itália, se está positivo pra gente, se está negativo”, declarou João. “Mas sei que vou deixar na mão de Deus agora pra ver como vai ser: se a extradição vai ser melhor ou se ela ficar na Itália vai ser melhor.”
A Justiça italiana deve analisar o pedido de extradição na quinta-feira, 18.
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Temos que tirar o chapéu para nosso presidiente . Ele sabe articular muito bem as pedras nesse xadrez de destruição moral do pais.
Não creio que ela deveria ter renunciado. Bandidos devem ser enfrentados!
Imagino ! Situação vergonhosa mesmo . E assim eles vao cancelando nossos parlamentares de direita . Ng aguenta maid esse pique esconde nojento !