A indicação do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) só deve ser encaminhada ao Senado Federal depois do Carnaval. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia confirmado o nome do advogado-geral da União à Corte no fim do ano passado, mas não oficializou o nome diante da forte resistência na Casa.
Para tomar posse como ministro do STF no lugar de Luís Roberto Barroso, Messias precisa ter seu nome aprovado em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, no plenário do Senado. A indicação gerou mal-estar, porque o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP), tentava viabilizar o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
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A possibilidade de envio oficial da indicação foi confirmada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, logo depois da solenidade pelos 46 anos do PT na Câmara dos Deputados.
Interpelada se o Planalto iria oficializar o nome Messias depois do Carnaval, Gleisi adotou cautela: “Deve ser. Não conversei com o presidente Lula, mas possivelmente”.
Nos bastidores, a avaliação é que o envio da mensagem presidencial está condicionado a uma conversa direta entre o presidente Lula e Alcolumbre. O encontro é considerado decisivo para destravar o processo e pode ocorrer ainda antes da viagem do petista durante o feriado.
Nome de Messias desagrada
A escolha de Messias desagradou parte expressiva dos senadores, que defendiam o nome do então ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco. Diante da falta de apoio consolidado, o Planalto optou por adiar o envio da indicação, numa tentativa de ganhar tempo e reorganizar sua base — movimento que provocou críticas públicas de Alcolumbre.
Considerado peça central na articulação entre os Poderes, Alcolumbre chegou a se afastar do governo depois da decisão de Lula, ampliando o mal-estar. Apesar do desgaste, os presidentes retomaram as reuniões — mas uma reaproximação ainda cautelosa.
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Aliados do Planalto avaliam que o ambiente de diálogo melhorou, mas reconhecem que o nome de Messias segue enfrentando resistências. A expectativa agora é que a conversa entre Lula e Alcolumbre sirva para medir o real grau de apoio no Senado e definir se o governo seguirá adiante com a indicação ou se ainda haverá ajustes na estratégia para evitar uma derrota política na sabatina.
Conforme apurou Oeste, o AGU já teria procurado até mesmo senadores da oposição para conseguir viabilizar sua aprovação para o STF. Ele teria procurado um dos parlamentares por meio de dez interlocutores diferentes, mas a mesa de diálogo não foi aberta.
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