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No Ponto

Governo vê 'margem pequena' para negociar tarifas com os EUA

Mauro Vieira considera termos propostos como 'inegociáveis'

Lula e Mauro Vieira
Lula se reuniu, nesta quinta-feira, 9, com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para discutir os desdobramentos da crise com os EUA | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva considera que há pouca margem para negociar com os Estados Unidos sobre as tarifas impostas a produtos brasileiros, conforme discutido em reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, nesta quinta-feira, 9. O Itamaraty vê como "inegociáveis" algumas exigências dos EUA e acredita que o impasse não terá solução a curto prazo.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que há pouca margem para negociar com os Estados Unidos sobre as tarifas impostas a produtos brasileiros. Diante desse cenário, o petista se reuniu, nesta quinta-feira, 9, com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para discutir os desdobramentos da crise.

Segundo apuração de Oeste, o Itamaraty considera “inegociáveis” partes das exigências apresentadas por Washington. Nos bastidores, a avaliação é que o impasse entrou em uma fase sem perspectiva de solução no curto prazo.

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Interlocutores ouvidos pela reportagem afirmam que o encontro também tratou da decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, além das repercussões políticas da medida.

Lula e Mauro Vieira também discutiram as convocações do chanceler por comissões da Câmara dos Deputados e do Senado. Segundo integrantes do governo, a orientação é manter o discurso em defesa da soberania nacional diante da pressão exercida pelos Estados Unidos. Apesar de pesquisas demonstrarem apoio da maioria da população brasileira a essa medida, o governo federal é contra essa classificação.

Saiba mais:

Diplomacia relata endurecimento dos EUA

A avaliação do Itamaraty é que as negociações evoluíram ao longo do último ano. Houve avanços nas conversas com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), impulsionados pelos contatos diretos entre as equipes e pelas conversas entre Lula e Donald Trump durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em setembro do ano passado.

Desde maio, porém, o cenário mudou. Diplomatas envolvidos nas tratativas afirmam que representantes norte-americanos deixaram de apresentar argumentos técnicos consistentes e passaram a cobrar que os negociadores brasileiros deixassem o “orgulho” de lado.

Mesmo nesse contexto, a orientação do governo Lula continua sendo manter os canais de diálogo abertos, sem abandonar a mesa de negociação e sem permitir que questões ideológicas interfiram nas tratativas.

Governo diz que não houve avanço nas negociações com os EUA

Segundo integrantes do Executivo, o Brasil apresentou informações sobre temas como desmatamento e o sistema de pagamentos Pix. Mesmo assim, segundo o Planalto, os EUA não teriam oferecido contrapropostas, pedidos concretos ou alternativas para um entendimento.

O governo brasileiro também encaminhou uma proposta de solução, que segue sem resposta. No Ministério das Relações Exteriores, a avaliação é que a decisão norte-americana já esteja praticamente tomada. A percepção é que a palavra final caberá ao presidente Donald Trump, considerado imprevisível por parte do Itamaraty.

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Apesar de criticar a diplomacia norte-americana nas negociações em relação ao tarifaço, o governo Lula não enviou nenhum representante oficial para a audiência que discutiu taxas a serem aplicadas (ou não) contra o Brasil. Possível adversário do petista nas eleições gerais de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi Washington para participar do evento da USTR. O parlamentar lamentou a ausência de integrantes do Executivo. “Fiz o que Lula deveria ter feito”, disse o pré-candidato à Presidência.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

1 comentário
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    COMO UM GOVERO DE CEGOS E CORRUPTOS VAI VER ALGUMA COISA ?
    É UMA PIADA PRONTA !

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