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O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recebeu 335 manifestações de empresas e organizações brasileiras e norte-americanas, além de 30 de pessoas físicas, sobre a proposta do governo Trump de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A consulta pública, que terminou em 1º de outubro, visa coletar opiniões sobre uma investigação comercial relacionada a práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recebeu 335 manifestações de empresas e organizações brasileiras e norte-americanas sobre a proposta do governo de Donald Trump de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Também foram registradas 30 manifestações de pessoas físicas, entre elas a do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
O USTR abriu a consulta pública para reunir posicionamentos sobre a investigação comercial conduzida com base na Seção 301, dispositivo que autoriza os EUA a aplicarem tarifas contra países cujas práticas sejam consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano. O prazo para o envio das contribuições terminou no último dia 1º.
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Ao justificar a abertura da investigação, o governo Trump afirmou que a medida está ligada a “políticas e práticas relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.

A maior parte das manifestações protocoladas contesta a adoção da tarifa. Empresas dos dois países sustentam que a cobrança poderá elevar custos nas cadeias produtivas, reduzir a competitividade de diversos setores e atingir consumidores e empresas norte-americanas, além dos exportadores brasileiros.
Entre as companhias que apresentaram contribuições estão multinacionais de diferentes segmentos, como Coca-Cola, Tesla, Nestlé e eBay. Também participaram empresas brasileiras com forte atuação no mercado norte-americano, como JBS, Suzano, Klabin, WEG e Tramontina.
Agronegócio também faz manifestação contra tarifa dos EUA
O setor do agronegócio também marcou presença na consulta pública. Protocolaram manifestações empresas como Archer Daniels Midland e Louis Dreyfus Company, além de entidades representativas da produção rural e da indústria de alimentos. A lista completa das manifestações encaminhadas durante a consulta pública está disponível no portal do USTR.

Além das empresas, o portal do USTR recebeu posicionamentos formais do governo brasileiro e de entidades empresariais. Entre elas estão:
- Confederação Nacional da Indústria (CNI);
- Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp);
- Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA);
- Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil);
- Indústria Brasileira de Árvores (Ibá);
- Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim);
- Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia);
- União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica);
- Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
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