Diego Torres, assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu exoneração do cargo que ocupava no Palácio dos Bandeirantes. A saída do governo paulista ocorreu em comum acordo.
Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), deve se dedicar exclusivamente às estratégias de campanha de Tarcísio para 2026. Como antecipou Oeste em 26 de setembro, o governador é o favorito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concorrer ao Planalto em 2026.
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Assessor especial desde o começo da atual gestão, Torres ocupava uma das funções mais sensíveis do Palácio dos Bandeirantes: articulava diretamente com a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e atuava como elo permanente entre o governador e a família Bolsonaro.
Segundo interlocutores, Torres cumpriu as metas propostas por Tarcísio durante os três anos de governo. Apesar de especulações que circulam na imprensa, a relação entre ambos é de extrema confiança. Essa é uma das razões pelas quais o assessor terá papel-chave na campanha eleitoral do próximo ano.
A exoneração ocorre poucos dias depois da prisão de Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão e mantido na Superintendência da PF em Brasília.

Tarcísio é o favorito de Bolsonaro para 2026
A movimentação em torno do governador ocorre em meio à consolidação de Tarcísio como o nome preferido de Bolsonaro para sucedê-lo politicamente. Desde o começo deste ano, o ex-presidente tem reforçado nos bastidores a confiança no governador paulista. Aliados entendem que não há outro nome capaz de unificar a base bolsonarista e atrair o eleitorado conservador em escala nacional.
Apesar do cenário favorável, Tarcísio adota um posicionamento deliberado de prudência. Segundo auxiliares, o governador deve postergar ao máximo qualquer anúncio sobre a disputa à Presidência. A intenção é evitar desgaste com setores ainda hesitantes do bolsonarismo e impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT antecipem uma ofensiva contra sua imagem.
Ao mesmo tempo, a equipe do governador acredita que é preciso dar início à campanha desde já — e é justamente nesse ponto que a saída de Torres do Palácio dos Bandeirantes é vista como crucial. Fora do governo, o assessor terá liberdade para conduzir negociações, organizar equipes, planejar comunicação e articular alianças.
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