O senador Jaques Wagner (PT-BA) aguarda uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir se sairá da liderança do governo no Senado.
Desde que se tornou alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, Wagner passou a enfrentar pressão de diferentes setores do governo para deixar a função.
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O receio de integrantes do Planalto é que o avanço das investigações sobre o Banco Master amplie o desgaste político para Lula e contamine o ambiente pré-eleitoral de 2026.
Apesar disso, interlocutores do senador afirmam que ele não pretende entregar o cargo por iniciativa própria. Na avaliação de Wagner, uma renúncia neste momento poderia ser interpretada como admissão de culpa.
Aliados relatam que o petista decidiu enfrentar as acusações por estar convencido de que as investigações não encontrarão elementos capazes de comprovar as suspeitas levantadas contra ele.
Pressão cresce dentro e fora do governo Lula
Nos bastidores do governo, auxiliares de Lula sugerem que Wagner tome a iniciativa de deixar a liderança para reduzir o impacto político do caso. A avaliação é que a permanência do senador no posto oferece munição para a oposição associar o presidente às investigações.
Segundo fontes ouvidas por Oeste, Wagner entende que uma eventual saída não pode ser apresentada como imposição do Planalto. Por isso, o senador tem repetido a aliados que a decisão precisa ser tomada em comum acordo com Lula. Se o presidente determinar, contudo, Wagner aceitará sair. A conversa é esperada para esta quarta-feira, 23.
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O tema também provocou desconforto dentro do PT. Dirigentes da legenda avaliam que o caso cria dificuldades políticas para o governo em diferentes frentes. Uma das preocupações envolve o discurso que o partido vinha utilizando para associar adversários políticos ao Banco Master. Com a inclusão de Wagner nas investigações, integrantes da sigla reconhecem que a narrativa perdeu força.
Outro fator é a proximidade entre Lula e o senador. Considerado um dos principais aliados do presidente desde a fundação do PT, Wagner ocupa posição estratégica no governo e mantém acesso direto ao chefe do Planalto.
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