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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião, nesta quinta-feira, 26, com sua equipe ministerial no Palácio do Planalto para discutir a resposta do Brasil à tarifa adicional de 25% imposta pelos EUA sobre algumas exportações brasileiras, que começará a valer em 22 de julho. O encontro conta com a presença de ministros como Mauro Vieira, Dario Durigan e Miriam Belchior, e visa a avaliar medidas que não aumentem o desgaste diplomático.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, nesta quinta-feira, 16, integrantes da equipe ministerial para definir a resposta do governo aos Estados Unidos. Na quarta-feira 15, os norte-americanos decidiram aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.
Participam da reunião o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
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Segundo apurou Oeste, o encontro ocorre no Palácio do Planalto, sem previsão de fala do presidente sobre o assunto, a fim de evitar maiores danos com Donald Trump. No entanto, às 14h, está previsto um pronunciamento de Vieira. Na sequência, o ministro da Fazenda fará uma entrevista coletiva sobre o tema.
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Segundo integrantes do governo, a estratégia é avaliar medidas que respondam à decisão norte-americana sem ampliar o desgaste diplomático entre os dois países. O anúncio do novo tarifaço intensificou a disputa política em torno da responsabilidade pela medida.
Enquanto parlamentares da oposição atribuem a decisão a falhas na condução da política externa do governo Lula, integrantes do Executivo sustentam que a iniciativa dos Estados Unidos tem motivações políticas e ideológicas.
Governo Lula reage e estuda próximos passos
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) confirmou a aplicação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mas preservou uma lista de itens considerados estratégicos, entre eles petróleo, café e carne bovina. A cobrança passa a valer em 22 de julho.
A medida decorre de uma investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que permite ao governo norte-americano apurar e responder a práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país.
Em nota, o governo brasileiro classificou a decisão como um “marco lastimável” na relação bilateral e afirmou que “repudia a decisão” anunciada pelos Estados Unidos. Lula também declarou que pretende recorrer à Lei da Reciprocidade.
“Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país”, afirmou Lula, em nota. “Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil.”
Sob comando de Lula, o governo brasileiro não enviou nenhum representante para a série de audiências promovida pelo USTR na semana passada em Washington. Senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) marcou presença nos encontros. Diretamente da capital dos EUA, o parlamentar afirmou que a aplicação do tarifaço prejudicaria diversos setores produtivos no Brasil e poderia beneficiar politicamente o petista.
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