O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), desistiu de disputar o governo do Rio Grande do Norte. Consequentemente, decidiu concentrar esforços na coordenação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Ex-ministro do Desenvolvimento Regional na gestão Jair Bolsonaro, Marinho passará a atuar diretamente na estruturação política e estratégica do projeto eleitoral de Flávio. A decisão ocorre em meio a um cenário no qual o nome de Marinho aparecia como um dos favoritos ao governo potiguar.
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Nos bastidores, o líder já vinha acompanhando Flávio em conversas com empresários e representantes do mercado, além de participar da formulação inicial de um programa de governo. A mudança de rota reforça a aposta do PL em antecipar a montagem de uma coordenação política com perfil técnico e experiência na articulação nacional.
Em vídeo direcionado aos eleitores do Rio Grande do Norte, Flávio comentou a decisão e buscou enquadrar a escolha como um movimento estratégico. Ele também afirmou que Marinho é um dos políticos mais bem “preparados e competentes” do quadro atual.
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“Sei que vocês estão aí com o coração um pouco apertado pela decisão que ele tomou”, disse Flávio. “Mas tenho a consciência, a certeza que ele está fazendo a escolha pelo Brasil.”
Na mesma fala, Flávio projetou um cenário de virada para a eleição deste ano. Nesse sentido, destacou que o Rio Grande do Norte “vai estar contemplado ainda mais com o Rogério Marinho junto com a gente nesse grande time”.
“Vamos resgatar juntos a partir de 2027 este país das garras do partido das trevas e vamos fazer um trabalho fenomenal por todo o Brasil”, declarou o pré-candidato à Presidência da República. “É projeto de Deus, e nós vamos atravessar esse mar e cantar juntos o hino da vitória lá do outro lado.”
Marinho apoia projeto de Flávio
Em nota divulgada nesta quarta-feira, 21, Marinho afirmou que o Brasil vive um “momento absolutamente excepcional”. O parlamentar disse que está abrindo mão do sonho de governar o Rio Grande do Norte a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está “injustamente encarcerado e impedido de participar da luta decisiva para libertar o Brasil”.
“O maior líder popular do país, que representa a direita conservadora e milhões de brasileiros, encontra-se injustamente encarcerado e impedido de participar da luta decisiva para libertar o Brasil das garras do desgoverno e do projeto de poder do partido das trevas”, escreveu o líder da oposição. “A gratidão, a solidariedade e a lealdade a Jair Bolsonaro e ao que ele representa definem a minha decisão.”
O senador afirmou que se soma a milhões de brasileiros “que compreenderam que derrotar o PT é uma necessidade histórica para salvar o Brasil”. Ele ressaltou ainda que, cumprindo essa tarefa, estará contribuindo não só para o país, como também para o Estado do Rio Grande do Norte.
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