Mesmo com o Congresso ainda oficialmente em recesso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu adiantar os trabalhos. O parlamentar confirmou a reunião com líderes partidários para as 11h desta quarta-feira, 28, na residência oficial, em Brasília.
Motta deve alinhar o ritmo de funcionamento da Casa e desenhar as prioridades que devem dominar o retorno das votações na semana seguinte. Devem ser discutidas as PECs da Segurança Pública e do Fim da Escala 6×1 — esta última, cobrada pelo Planalto para servir como vitrine na eleição presidencial.
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Último ano da presidência de Motta
O encontro também servirá como termômetro das bancadas no início do último ano da legislatura iniciada em 2023, quando o calendário eleitoral tende a pesar sobre decisões mais delicadas e ampliar a disputa por protagonismo.
+ A ofensiva da oposição para 2026 na Câmara
Nos bastidores, a antecipação é vista como um recado: a Câmara quer começar o ano com agenda definida e menos espaço para improvisos — justamente em um momento em que o Planalto tenta reorganizar a base no Congresso e líderes já calculam o impacto de 2026 sobre votações sensíveis.
Ao mesmo tempo, Motta também busca uma aproximação com as bancadas visando à reeleição para a presidência da Câmara, que ocorre em 2027, para um mandato de mais dois anos. A eleição do cargo ocorrerá com um quorum formado pelos deputados eleitos neste ano.
Sessão solene de abertura do Congresso

A reabertura oficial do Congresso está marcada para 2 de fevereiro, às 15h, em sessão conjunta no plenário da Câmara. Deputados e senadores inauguram a 4ª Sessão Legislativa da 57ª Legislatura, que encerra o ciclo político iniciado em 2023.
O comando da solenidade ficará com o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável também por encerrar a sessão com discurso. Antes disso, o Legislativo recebe a tradicional mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os projetos considerados prioritários para 2026. O Poder Judiciário também deve enviar uma comunicação formal ao Parlamento.
A presença de Lula é opcional. Na prática, o Planalto costuma encaminhar o texto por meio de um representante do Executivo — geralmente o ministro-chefe da Casa Civil, cargo hoje ocupado por Rui Costa. Depois, um representante do Supremo Tribunal Federal (STF) faz sua fala. Em seguida, Hugo Motta discursa em nome da Câmara. O roteiro é fechado: os demais parlamentares não têm espaço de fala.
Além do conteúdo político, o Congresso mantém o ritual tradicional da abertura do ano legislativo, com traços remanescentes da inauguração da República: revista de tropas, execução do Hino Nacional, salva de tiros de canhão e a presença dos Dragões da Independência, unidade militar criada por Dom João VI, em 1808.
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].







































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