Com a criação da comissão especial que vai analisar a PEC do Fim da Escala 6×1, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve indicar nesta semana o presidente e o relator do colegiado.
Para a relatoria da PEC do Fim da Escala 6×1, dois nomes despontam como principais cotados: Paulo Azi (União-BA) e Paulinho da Força (Solidariedade-SP).
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A expectativa inicial dentro da Câmara é que Motta mantenha Paulo Azi na relatoria. O deputado foi o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em que analisou a admissibilidade da PEC.
No relatório, Azi defendeu o avanço da matéria, mas fez ressalvas importantes, apontando a necessidade de ajustes para evitar impactos negativos ao setor produtivo, como aumento de custos para empregadores e possíveis prejuízos à economia.
A avaliação de aliados de Motta é que Azi reúne condições políticas mais favoráveis para conduzir a proposta na próxima etapa. Isso porque o deputado tem trânsito mais fluido entre líderes partidários, o que facilitaria a construção de consenso em torno do parecer final que vai ao plenário.
Disputa pela relatoria da PEC da Escala 6×1
Apesar disso, a disputa pela relatoria ganhou novos contornos nos últimos dias. Após a aprovação da admissibilidade da PEC na CCJ, lideranças sindicais intensificaram a pressão sobre Motta para que Paulinho da Força seja escolhido para o posto.
O deputado, que tem forte ligação com o movimento sindical, é visto pelos sindicalistas como um nome capaz de representar mais diretamente os interesses dos trabalhadores durante a tramitação da proposta.
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Nos bastidores, porém, há resistência. Parlamentares ouvidos por Oeste avaliam que Paulinho enfrenta maior dificuldade de articulação dentro da Câmara, especialmente na interlocução com diferentes bancadas.
Paulinho da Força foi o relator do PL da Dosimetria, que chegou a ficar estagnado por algumas semanas na Câmara até de fato avançar para votação em plenário no fim do ano passado.
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