Com a saída de Carla Zambelli (PL-SP) do país e seu pedido de licenciamento, Coronel Tadeu (PL-SP) foi oficialmente empossado na 57ª legislatura da Câmara dos Deputados. A sessão ocorreu na noite desta segunda-feira, 16.
Ao assumir o mandato de Zambelli, o novo parlamentar garantiu “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem-estar do povo brasileiro e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.
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Em discurso na tribuna da Casa, foi recebido com saudações por colegas e não escondeu o tom combativo ao mencionar as dificuldades enfrentadas pelo país.
“Agradeço ao povo de São Paulo, que sempre acreditou no meu trabalho e deposita confiança na minha palavra”, declarou. “Nosso país enfrenta desafios sérios, especialmente nas áreas econômica e de segurança, onde é o cidadão quem mais sofre.”
Por fim, o deputado reforçou o tom de compromisso: “Reafirmo meu compromisso com o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil, trabalhando com seriedade e responsabilidade por um futuro melhor para todos”.
Zambelli deixa o Brasil
Em 3 de junho, Carla Zambelli anunciou publicamente que estava fora do Brasil e que havia solicitado licença do mandato parlamentar. Segundo a deputada, a saída do país teve como objetivo denunciar supostos abusos do Judiciário brasileiro e fazer “apelos por liberdade”.
Horas depois do anúncio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou com um pedido formal para incluir o nome de Zambelli na lista vermelha da Interpol, além de requerer sua prisão preventiva.
O pedido foi acatado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou não apenas a prisão, mas também o bloqueio dos bens da parlamentar e sua inclusão na lista internacional de procurados da Interpol.
Zambelli foi condenada por 13 invasões aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por 16 inserções de documentos falsos, incluindo mandados de prisão falsificados, um deles em nome de um ministro do STF. As ações foram executadas em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto, também condenado a oito anos e três meses de prisão.
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O discurso é fácil. Queremos ver as atitudes.
Aguardemos o desenrolar deste mandato do suplente para avaliar se o discurso corresponderá à prática.