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No Ponto

O primeiro representante das ONGs a falar na CPI

Técnicos do colegiado querem detalhes de prestação de contas

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O relator da CPI das ONGs, Marcio Bittar (União Brasil-AC), durante sessão que ouviu especialista em clima - 05/09/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs vai ouvir, na terça-feira 12, o depoimento de Virgílio Maurício Viana, representante da Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

Conforme a CPI, os senadores têm interesse na prestação de contas da FAS entre 2017 e 2018. Técnicos do colegiado já analisaram documentos da ONG e querem esclarecimentos sobre o que viram com estranheza.

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“Em depoimentos e em documentação apresentada, houve diversas menções à FAS, sobre atuação na Amazônia, referentes à utilização dos recursos públicos recebidos, de recursos de origem externa recebidos por essa instituição, sua origem, legalidade e destinação”, diz ofício da CPI.

CPI das ONGs ouve depoimentos de especialistas

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O presidente da CPI das ONGs, Plínio Valério, durante sessão na comissão – 15/08/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo

Ontem, a CPI das ONGs ouviu o depoimento de Luiz Carlos Molion, especialista em questões ambientais e mudanças climáticas. Molion é pesquisador e professor aposentado da Universidade Federal de Alagoas.

Em outras participações em audiências públicas no Senado, Molion afirmou que o Brasil vive em condição “semicolonial”. Isso porque, conforme o especialista, o país se submete a interesses estrangeiros, prejudicando a soberania nacional.

Na semana passada, o antropólogo Edward Mantoanelli Luz participou de uma sessão na CPI das ONGs. Luz é especialista em mediar conflitos agrários em vários Estados, com histórico de atuação para órgãos estatais, como Funai, Eletrobras e Itaipu Binacional, além de trabalhar para empresas privadas, como Fiat, BTG Pactual e Fundação Bradesco.

Alguns dias antes, Herderli Alves, líder do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, explicou como funciona uma suposta estratégia de ONGs, em parceria com o Ibama e a Funai, para transformar terras produtivas ocupadas por mestiços em território indígena.

De acordo com Herderli, funcionários de ONGs que atuam na Amazônia induzem mestiços a se declararem indígenas. Dessa forma, conseguem, com órgãos oficiais, a demarcação de terras. “São produtivas”, afirmou Herderli, ao mencionar a existência de potássio e riquezas nesses territórios, que, uma vez demarcados, não podem ser retirados.

Leia também: “Picaretas da Amazônia”, reportagem publicada na Edição 91 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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