O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, afirmou que o 8 de janeiro ajudou a Justiça a montar um quebra-cabeça que levou à denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos na suposta trama golpista.
“O evento dramático auxiliou a ressignificar toda uma série de acontecimentos pretéritos, que antes pareciam desconectados entre si”, escreveu Gonet, nas alegações finais da ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal, enviada à Corte na segunda-feira 14. “Atos que, até então, poderiam parecer reprováveis apenas do ponto de vista moral ou eleitoral, foram encaixados dentro de um plano maior de ruptura institucional. A trama delitiva ganhou coloridos expressivos com este seu desfecho, mostrando-se densa, com atos executórios iniciados ainda no ano de 2021.”
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De acordo com Gonet, desde o início, “a organização criminosa desejou, programou e provocou a eclosão popular”. “A todo momento, pela narrativa propagada, o grupo buscou a instabilidade social”, afirmou o PGR. “Inicialmente, a revolta serviria como fator de legitimação para que fossem decretadas as medidas de exceção. O apoio popular para as medidas era forjado com a disseminação da desconfiança no processo eleitoral e da animosidade contra os Poderes constituídos.”
Entre as peças que, agora, compõem o pedido da PGR pela condenação de Bolsonaro e outros réus, Gonet citou a “Abin paralela”, críticas do ex-presidente ao sistema eleitoral e a disseminação do que seriam notícias falsas, além dos acampamentos montados em frente aos quartéis e a chamada “festa da Selma”.
Alegações da PGR sobre o 8 de janeiro

Ainda no documento, Gonet afirmou ser “inegável a surpreendente sofisticação tática de algumas ações adotadas” no 8 de janeiro.
Conforme o PGR, havia “especialistas no local”. “Mauro Cid confirmou a inserção, nos acampamentos, de militares com formação em Forças Especiais, os denominados ‘kids pretos’, altamente treinados em ‘operações de guerra irregular'”, escreveu.
Leia também: “O xerife da liberdade contra o totalitarismo”, artigo publicado na Edição 277 da Revista Oeste
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Um enorme papo furado com fraseologia vazia e ridículam tudo para dar aparência legas às decisões sem provas concretas. Mauro Cid, é um caso de vítima coagida, chantageada, e sob ameaças, infelizmente cedeu às chantagens. Engraçado valeu o que foi dito sob coação, mas o que ele disse depois, inocentando Bolsonaro, não valeu. Sobre Filipe Martins, não foram permitidas as testemunhas mais importantes. Tudo foi uma encenação de julgamento para envelopar com falsa aparência um processo a ser anulado desde o seu início. Filipe Martins não se dobrou à tortura de seis meses de prisão injusta, mais 10 dias de solitária — isso é tortura — um agravo que as leis internacionais julgarão, lembro a Lei Magnistky, que já está a caminho. São dois flagrantes de ação onde o Estado (totalitário) usa a força para obter confissões desejadas, não para fazer justiça, mas executar seus propósitos pré-estabelecidos atendendo vontades políticas. Há um fato evidente, as cartas estão marcadas. Mas também é certo que a tirania não passará incólume.
O vovó Mafalda… esqueceu da rebimboca da parafuseta. Sem a rebimboca as conexões não tem lógica. Pense nisso!