O ex-presidente Michel Temer lamentou a morte de seu ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, neste domingo, 18.
Internado no hospital DF Star, em Brasília, Jungmann lutava contra um câncer no pâncreas.
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“Tristeza no plano cívico, saudades no plano pessoal”, disse Temer, em nota enviada à coluna. “Um brasileiro que soube servir ao país. Por onde passou, deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar. Descanse em paz.”
Quando fazia parte do Executivo, Jungmann foi responsável por coordenar operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o emprego das Forças Armadas em Estados afetados pelo crime organizado. Em 2022, virou diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Nota do Ibram sobre Raul Jungmann
“Com imenso pesar, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) comunica o falecimento de Raul Belens Jungmann Pinto, diretor-presidente da instituição, ocorrido em 18 de janeiro de 2026, em Brasília. Em atenção a um desejo de Raul Jungmann, o velório ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.
Pernambucano, Raul Jungmann dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano e um compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo.
Ao longo de sua trajetória, ocupou funções de grande relevância nacional, entre elas a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), três mandatos como deputado federal e quatro ministérios – Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública. Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, liderando umaimportante agenda de transformação do setor mineral, pautada pelos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e pela defesa de uma mineração mais responsável e alinhada aos desafios do século XXI.
Sob sua liderança, o IBRAM fortaleceu seu protagonismo institucional e seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade, a inovação e o papel estratégico dos minerais na transição energética global.
Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira”.
Leia também: “O retorno do limite”, artigo publicado na Edição 304 da Revista Oeste
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