Um novo cometa interestelar está cruzando o Sistema Solar e chamando a atenção de astrônomos do mundo todo. Batizado oficialmente de 3I/ATLAS, o corpo celeste foi detectado em julho e está em sua passagem mais próxima do Sol neste mês de outubro de 2025, marcando um raro evento astronômico visível com telescópios amadores.
- O 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto interestelar já identificado
- O cometa se formou fora do Sistema Solar e segue trajetória hiperbólica
- Não representa risco à Terra e mantém distância segura durante a passagem
O que torna o cometa 3I/ATLAS tão especial?
O 3I/ATLAS é um visitante raro: trata-se de um corpo que se formou em outro sistema estelar e está apenas de passagem pela nossa vizinhança cósmica. Ele é o terceiro objeto interestelar oficialmente identificado pelos cientistas, depois de 1I/‘Oumuamua e 2I/Borisov.
De acordo com a Nasa, a detecção inicial foi feita pelo sistema ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), localizado em Rio Hurtado, no Chile. As observações mostraram que o cometa viajava a uma velocidade superior a 60 km/s, confirmando sua origem fora do Sistema Solar.

As imagens que revelam a passagem do cometa
Imagens detalhadas do cometa foram obtidas com o instrumento FORS2 no Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul. O vídeo mostra a trajetória de 3I/ATLAS cruzando o campo estelar com uma cauda tênue e um núcleo levemente esverdeado, típico de cometas ativos.
Segundo o Observatório Europeu do Sul (ESO), as imagens foram captadas em 3 de julho e ajudam a calcular a rotação e a composição do núcleo, formado principalmente por poeira e compostos voláteis.
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O caminho do cometa pelo céu
O 3I/ATLAS chegou vindo da direção da constelação de Sagitário e se aproximou do interior do Sistema Solar em trajetória hiperbólica. Seu ponto mais próximo do Sol ocorreu no fim de outubro, a cerca de 1,4 unidade astronômica (aproximadamente 210 milhões de quilômetros). Mesmo em máxima aproximação, não oferece risco à Terra — a distância mínima do nosso planeta é de 1,6 unidade astronômica.
Para os observadores no Brasil, o cometa está visível entre o início de outubro e meados de novembro, pouco antes do amanhecer, próximo ao horizonte leste. O brilho, contudo, é fraco demais para ser visto a olho nu, exigindo telescópios de médio a grande porte com câmera astronômica.
Por que o 3I/ATLAS é importante para a ciência?
O estudo de cometas interestelares ajuda os astrônomos a compreender como outros sistemas planetários se formam e evoluem. Esses objetos trazem amostras de material primordial de regiões muito distantes, funcionando como mensageiros de outros cantos da galáxia.
Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), a trajetória de 3I/ATLAS sugere que ele foi expulso de seu sistema original por interações gravitacionais há milhões de anos. Agora, sua passagem oferece uma oportunidade única de observar a composição de um corpo formado fora do nosso ambiente estelar.
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A lição do 3I/ATLAS para a astronomia
Mesmo após deixar a região interna do Sistema Solar, o cometa 3I/ATLAS continuará a ser monitorado por observatórios ao redor do mundo. Sua trajetória e composição ajudarão a ajustar modelos de formação planetária e a entender melhor como o Sol interage com objetos vindos de fora da nossa galáxia local.
- Origem distante: o cometa se formou fora do Sistema Solar, em outra região estelar
- Segurança garantida: não representa ameaça à Terra em sua passagem atual
- Importância científica: fornece dados sobre a formação de sistemas planetários







