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Início Animais de Estimação

Cientistas capturam imagens raras de um tubarão-dorminhoco em águas gélidas da Antártida

Laila Por Laila
06 março 2026 17:15
Em Animais de Estimação
Cientistas capturam imagens raras de um tubarão-dorminhoco em águas gélidas da Antártida

Registro de tubarão na Antártida revela adaptações biológicas extremas ao frio

O registro inédito de um tubarão-dorminhoco em profundidades antárticas desafia o conhecimento científico sobre a sobrevivência nessas águas gélidas. Capturado em vídeo a 490 metros de profundidade, o animal prova que a biodiversidade do oceano Austral é mais resiliente do que se acreditava anteriormente.

Como o tubarão-dorminhoco foi encontrado nas águas frias da Antártida?

A descoberta ocorreu nas proximidades das Ilhas Shetland do Sul, onde câmeras submarinas registraram um exemplar com cerca de 4 metros de comprimento. Até então, a ciência acreditava que o continente antártico era um território hostil demais para a permanência de qualquer espécie de tubarão devido às temperaturas extremas.

O professor Alan Jamieson, diretor do Centro de Investigação Oceânica Minderoo-UWA, relatou que a observação foi feita em águas quase congeladas a 1,27 °C. O animal, identificado como um tubarão-dorminhoco, estava em uma camada de água ligeiramente mais quente, o que pode indicar a existência de corredores térmicos que permitem sua penetração mais ao sul.

O animal, identificado como um tubarão-dorminhoco, estava em uma camada de água ligeiramente mais quente, o que pode indicar a existência de corredores térmicos que permitem sua penetração mais ao sul

Leia também: O maior peixe de rio do mundo tem 300 kg e quase 4 metros

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Quais são os superpoderes de sobrevivência do tubarão-dorminhoco?

A resistência desses animais reside em uma constituição biológica única, desenvolvida para economizar energia em condições severas. Diferente de predadores velozes, o tubarão-dorminhoco adota um estilo de vida lento, crescendo menos de um centímetro ao ano e nadando a velocidades reduzidas.

Essa rotina pausada permite que o corpo conserve o calor necessário para manter as funções vitais em funcionamento constante. Segundo a reportagem da National Geographic, as imagens publicadas em fevereiro de 2026 demonstram que esses seres são autênticos tubarões polares.

A impressionante longevidade das espécies do gênero Somniosus

O grupo desses peixes inclui o famoso tubarão-da-groenlândia, reconhecido como o vertebrado com a vida mais longa do planeta. Estudos realizados em 2016 indicaram que indivíduos desta linhagem podem atingir 392 anos, estabelecendo recordes absolutos de longevidade na natureza.

Recentemente, pesquisas genéticas revelaram a duplicação de genes fundamentais para a reparação do DNA e proteção contra o estresse oxidativo. Essa característica biológica reduz o desgaste físico ao longo dos séculos, permitindo que o tubarão-dorminhoco mantenha a saúde celular mesmo após centenas de anos de existência.

O papel da ureia e do TMAO como anticongelante natural

Para evitar o congelamento interno, os tecidos desses animais são carregados com altas concentrações de ureia e N-óxido de trimetilamina (TMAO). Enquanto a ureia auxilia no equilíbrio osmótico com a água salgada, ela também possui o efeito colateral de desestabilizar as proteínas do corpo.

A presença massiva do TMAO contrabalança esse processo, agindo como um estabilizador químico que permite o funcionamento enzimático em temperaturas próximas ao ponto de congelamento. A tabela a seguir demonstra as principais funções desses compostos na biologia do animal:

Composto químicoFunção biológica principalEfeito prático no animal
UreiaEquilíbrio osmóticoPermite a vida em águas com alta salinidade
TMAOEstabilizador de proteínasProtege as enzimas contra o efeito da ureia
Genoma duplicadoReparação celularGarante longevidade extrema e saúde do DNA
Para evitar o congelamento interno, os tecidos desses animais são carregados com altas concentrações de ureia e N-óxido de trimetilamina (TMAO)

O que a descoberta do tubarão-dorminhoco revela sobre o futuro dos oceanos?

A aparição deste exemplar em águas anteriormente consideradas proibitivas sugere que a ciência ainda conhece pouco sobre as profundezas polares. De acordo com a oceanógrafa Jessica Kolbusz, este é o primeiro registro in situ de um elasmobrânquio no oceano Austral.

Para aprofundar essa descoberta histórica nas profundezas, selecionamos o conteúdo do canal Firstpost, que conta com mais de 9,36 milhões de inscritos. No vídeo a seguir, as imagens capturadas mostram o exemplar de 4 metros nadando calmamente em temperaturas próximas do congelamento:

A possibilidade de existir um corredor de água quente permitindo essa migração para o sul levanta novas questões sobre o impacto ambiental e a movimentação das espécies. O registro reforça a necessidade de novos estudos para mapear se o tubarão-dorminhoco é um residente permanente ou um visitante ocasional da Antártida.

O registro reforça a necessidade de novos estudos para mapear se o tubarão-dorminhoco é um residente permanente ou um visitante ocasional da Antártida

A importância científica de mapear o tubarão-dorminhoco e a biodiversidade antártica

Entender como esses predadores operam nas sombras do gelo ajuda a proteger ecossistemas que estão sob constante pressão climática. A lista abaixo destaca os fatores genéticos primordiais que sustentam a sobrevivência desse animal em condições de frio extremo:

  • Presença de 81 genes específicos voltados para a reparação constante do DNA celular
  • Versão alterada do gene TP53, responsável por suprimir tumores e proteger o genoma
  • Via de sinalização NF-κB duplicada para fortalecer o sistema imunitário
  • Altas dosagens de TMAO para estabilizar enzimas em ambientes de frio intenso

O registro de um animal tão misterioso em uma zona inexplorada é um marco para a oceanografia moderna. Cada nova imagem capturada em profundidade revela que os oceanos ainda guardam segredos astronômicos sobre a adaptação e a resistência da vida na Terra.

Tags: BiologiaNaturezavida animal

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