Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste
Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
Oeste Geral
Entrar
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Curiosidades

Cientistas descongelam micróbios do Alasca com 40.000 anos e descobrem que eles se reorganizam e liberam gases

Laila Por Laila
03 abril 2026 16:15
Em Curiosidades
Você já imaginou que o solo congelado do Ártico poderia esconder vida antiga capaz de acordar e mudar o clima do planeta?

Você já imaginou que o solo congelado do Ártico poderia esconder vida antiga capaz de acordar e mudar o clima do planeta?

Você já imaginou que o solo congelado do Ártico poderia esconder vida antiga capaz de acordar e mudar o clima do planeta? Pesquisadores da Universidade do Colorado Boulder fizeram exatamente isso: reativaram micróbios aprisionados no permafrost do Alasca por cerca de 40.000 anos e descobriram que, ao descongelar, esses organismos se reorganizam, metabolizam carbono e emitem gases de efeito estufa com uma eficiência que ninguém esperava.

O que é o permafrost e por que ele era considerado uma reserva segura de carbono?

O permafrost é o solo que permanece congelado por pelo menos dois anos consecutivos. Por muito tempo, as camadas mais profundas foram tratadas pela ciência como uma reserva estável e inerte, um cofre natural que mantinha trilhões de toneladas de carbono orgânico trancadas sem risco de liberação.

Essa visão começa a mudar. O que os experimentos da CU Boulder mostram é que o congelamento não mata esses organismos. Ele apenas os coloca em espera, e a diferença entre os dois estados pode ser menor do que os modelos climáticos atuais assumem.

O permafrost é o solo que permanece congelado por pelo menos dois anos consecutivos

Leia também: O Citroën guardado num celeiro por 38 anos pelo engenheiro que ajudou a bater um recorde mundial de velocidade

Leia Também

Quando a neve derrete, uma fortaleza monumental de 2.500 metros de altitude reaparece e reacende um antigo mistério

Quando a neve derrete, uma fortaleza monumental de 2.500 metros de altitude reaparece e reacende um antigo mistério

04/06/2026
Arqueólogos redescobrem um mosaico romano extraordinário que permaneceu escondido por mais de 50 anos

Arqueólogos redescobrem um mosaico romano extraordinário que permaneceu escondido por mais de 50 anos

04/06/2026
Paleontólogos encontram nova espécie de axolote fóssil descoberta no México revela um mundo perdido de 4,2 milhões de anos

Paleontólogos encontram nova espécie de axolote fóssil descoberta no México revela um mundo perdido de 4,2 milhões de anos

04/06/2026
Qual é o significado das tampinhas verdes nas rodas dos carros?

O que significa ver tampinhas verdes nos pneus e por que elas são diferentes das tampas pretas comuns?

03/06/2026

Como os micróbios foram coletados e onde estavam aprisionados?

Segundo o estudo publicado em setembro de 2025 no Journal of Geophysical Research: Biogeosciences, liderado pelo doutorando Tristan Caro, os micro-organismos foram coletados em uma instalação única no mundo. As amostras vieram das paredes do Túnel de Permafrost do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, uma estrutura de pesquisa que se estende 107 metros abaixo do solo, próximo a Fairbanks, no Alasca.

Esse túnel permite acesso direto a camadas de permafrost com dezenas de milhares de anos de idade, algo impossível de replicar em superfície. Foi ali que os pesquisadores retiraram amostras contendo micróbios que não tinham contato com o mundo exterior desde a última era glacial.

O que aconteceu quando os micróbios foram descongelados em laboratório?

O processo de reativação não foi imediato, mas foi consistente. Após o descongelamento, os organismos levaram algumas semanas para emergir da dormência. Seis meses depois, as comunidades microbianas haviam passado por uma transformação profunda:

  • Reestruturação das comunidades: os grupos de micro-organismos se reorganizaram de forma autônoma, assumindo composição semelhante à das comunidades microbianas modernas encontradas na superfície do solo
  • Formação de biofilmes visíveis: as colônias chegaram a formar estruturas visíveis a olho nu, sinal claro de metabolismo ativo e cooperação entre organismos
  • Metabolismo do carbono em plena atividade: os micróbios passaram a decompor a matéria orgânica presa no solo congelado, liberando dióxido de carbono e metano como subprodutos do processo

“Estas amostras não estão mortas de forma alguma”, afirmou Tristan Caro. “Ainda são perfeitamente capazes de abrigar vida robusta, capaz de decompor matéria orgânica e liberá-la como dióxido de carbono.”

Formação de biofilmes visíveis: as colônias chegaram a formar estruturas visíveis a olho nu, sinal claro de metabolismo ativo e cooperação entre organismos

Por que a liberação de gases por esses micróbios é um alerta climático?

O problema não está em um punhado de micro-organismos reativados em laboratório. Está no que essa reativação representa em escala planetária. Conforme destacado pela Universidade do Colorado Boulder, o permafrost do Ártico armazena mais carbono orgânico do que atualmente existe na atmosfera na forma de CO₂.

Se as camadas mais profundas e antigas forem atingidas pelo degelo em larga escala, o ciclo que se forma é preocupante:

  • O aquecimento descongela o permafrost, expondo bilhões de micróbios adormecidos às temperaturas mais altas
  • Os micróbios se reativam e metabolizam o carbono orgânico acumulado por milênios no solo congelado
  • A liberação de CO₂ e metano intensifica o aquecimento, acelerando ainda mais o degelo das camadas seguintes

Esse ciclo de retroalimentação, se confirmado em escala real, pode tornar os modelos climáticos atuais significativamente mais otimistas do que a realidade permitiria.

Por que o Ártico é o epicentro dessa preocupação científica?

O Ártico aquece de duas a quatro vezes mais rápido do que o restante do planeta, tornando a região o primeiro laboratório natural onde esse processo pode ser observado em tempo real. O permafrost da área abrange vastas extensões da Sibéria, do Canadá e do Alasca, e boa parte dessas camadas nunca foi considerada vulnerável ao degelo dentro dos horizontes climáticos projetados.

A descoberta de que camadas com 40.000 anos de idade ainda abrigam micróbios funcionais muda essa equação. O que era tratado como zona segura passa a ser encarado como uma variável ativa nos modelos de emissão, e isso exige revisão das projeções usadas para orientar políticas climáticas globais.

O Ártico aquece de duas a quatro vezes mais rápido do que o restante do planeta

O que essa descoberta muda na forma como a ciência entende o permafrost antigo

Até agora, a maioria dos estudos sobre emissões de carbono do permafrost se concentrava nas camadas superficiais e mais recentes, consideradas as mais vulneráveis ao degelo. A pesquisa da CU Boulder abre uma nova frente: as camadas profundas, antes vistas como inertes, também precisam ser monitoradas.

O que Tristan Caro e sua equipe demonstraram é que a idade do congelamento não determina a capacidade de resposta dos micróbios. Quarenta mil anos de espera não apagaram nem enfraqueceram esses organismos. Quando as condições mudaram, eles simplesmente retomaram o trabalho de onde pararam.

Tags: arqueologiaCuriosidadeshistória

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas notícias

Como impedir que a umidade transforme sua parede em um “pesadelo” recorrente

Como impedir que a umidade transforme sua parede em um “pesadelo” recorrente

04/06/2026
“A Montanha Pulverizada”: a cidade mineira que perdeu uma montanha de 1.385 metros para a ganancia e viu nascer Carlos Drummond de Andrade

“A Montanha Pulverizada”: a cidade mineira que perdeu uma montanha de 1.385 metros para a ganancia e viu nascer Carlos Drummond de Andrade

04/06/2026
Carl Rogers, um dos psicólogos mais influentes do século XX, disse: “A única pessoa que não pode ser ajudada é aquela que culpa os outros.”

Carl Rogers, um dos psicólogos mais influentes do século XX, disse: “A única pessoa que não pode ser ajudada é aquela que culpa os outros.”

04/06/2026
Quando a neve derrete, uma fortaleza monumental de 2.500 metros de altitude reaparece e reacende um antigo mistério

Quando a neve derrete, uma fortaleza monumental de 2.500 metros de altitude reaparece e reacende um antigo mistério

04/06/2026
Placas tectônicas sob Portugal e Espanha se movem milímetros por ano e redesenham lentamente a geologia da Europa

Placas tectônicas movem Portugal e Espanha lentamente enquanto África empurra a Europa por baixo do Mediterrâneo

04/06/2026

A primeira plataforma de conteúdo cem por cento comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado. Jornalismo de excelência, focado no que é relevante, com clareza e objetividade.

  • INSTITUCIONAL
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Anuncie conosco
    • Fale conosco
    • Política de privacidade e termos de uso
  • EDITORIAS
    • Colunistas
    • Política
    • Economia
    • Brasil
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Agronegócio
  • FAQ
    • Crie uma conta
    • Assine a revista

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35

Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35