Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste
Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
Oeste Geral
Entrar
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Comportamento

Você pratica boomerasking sem perceber? A psicologia de Harvard explica por que esse hábito afasta as pessoas

Laila Por Laila
18 abril 2026 08:45
Em Comportamento
Você já fez uma pergunta a alguém e, segundos depois, percebeu estar só esperando a vez de falar de si mesmo?

Você já fez uma pergunta a alguém e, segundos depois, percebeu estar só esperando a vez de falar de si mesmo?

Você já fez uma pergunta a alguém e, segundos depois, percebeu estar só esperando a vez de falar de si mesmo? Esse hábito tem nome: boomerasking. Uma pesquisa da Harvard Business School descobriu que mais de 90% das pessoas já praticaram esse comportamento, e ele faz você parecer menos sincero do que se simplesmente tivesse falado de si desde o início.

O que é boomerasking e como a pesquisadora de Harvard criou o conceito?

O termo foi criado por Alison Wood Brooks, professora de psicologia da Harvard Business School, como contração das palavras boomerang e asking (perguntar, em inglês). O conceito descreve um padrão conversacional específico: fazer uma pergunta ao interlocutor, deixá-lo responder brevemente e redirecionar a conversa para si mesmo, como um bumerangue que sempre volta ao ponto de partida.

Conforme o estudo publicado no Journal of Experimental Psychology, liderado por Brooks e pelo pesquisador Michael Yeomans, a pesquisa envolveu mais de 1.500 participantes e mapeou a frequência, os tipos e as consequências sociais do comportamento. Os resultados foram expressivos: mais de 90% dos participantes admitiram já ter praticado o boomerasking e uma proporção semelhante disse já ter sido alvo dele.

O conceito descreve um padrão conversacional específico: fazer uma pergunta ao interlocutor, deixá-lo responder brevemente e redirecionar a conversa para si mesmo, como um bumerangue que sempre volta ao ponto de partida

Leia também: A psicologia revela que o hábito de falar sozinho melhora o foco, a memória e a capacidade de resolver problemas

Leia Também

Se você fecha a porta do quarto para dormir, a psicologia associa esse hábito a 6 traços de personalidade

A psicologia revela os 6 traços de quem só consegue dormir com a porta do quarto fechada todas as noites

03/06/2026
Um psicólogo é categórico: “a melhor fase da vida de uma pessoa é quando ela começa a pensar dessa maneira”

Rafael Santandreu, psicólogo espanhol, diz: “A melhor fase da vida começa quando você para de reclamar”

03/06/2026
Victor Küppers, o renomado especialista em psicologia positiva, destaca a importância de cultivar pensamentos construtivos: "Dentro de nossas cabeças, há sempre uma luta entre dois lobos, e aquele que você escolhe alimentar vence"

Victor Küppers, o renomado especialista em psicologia positiva, destaca a importância de cultivar pensamentos construtivos: “Dentro de nossas cabeças, há sempre uma luta entre dois lobos, e aquele que você escolhe…”

03/06/2026
Pessoas que interrompem conversas com frequência podem revelar estes padrões de personalidade, segundo a psicologia

Segundo a psicologia, quem interrompe conversas com frequência pode não perceber, mas transmite desvalorização e falta de escuta

03/06/2026

Os três tipos de boomerasking identificados no estudo

Os pesquisadores identificaram três subtipos com base no tom da autorrevelação que se segue à pergunta. Cada um revela o mesmo padrão subjacente: a pergunta não é feita por interesse genuíno no outro, mas como trampolim para falar de si mesmo.

A tabela abaixo organiza os três tipos de boomerasking com exemplos concretos de como cada um aparece nas conversas do dia a dia:

TipoComo funcionaExemplo
Pergunta-alarde (ask-bragging)A pergunta serve de pretexto para revelar algo positivo sobre si mesmo“Você viajou nas férias?” → “Eu fui a Paris!”
Pergunta-queixa (ask-complaining)A pergunta abre espaço para uma reclamação pessoal“Como foi sua reunião?” → “A minha foi um desastre total, como sempre”
Pergunta-compartilhar (ask-sharing)A pergunta introduz uma revelação neutra ou cotidiana“Você tem irmãos?” → “Eu tenho duas irmãs”

Por que fazer a pergunta antes é pior do que falar de si mesmo direto?

Esse é o dado mais contraintuitivo do estudo: pessoas que praticam boomerasking foram avaliadas como menos sinceras e menos simpáticas do que aquelas que simplesmente falaram de si mesmas desde o início, sem o disfarce da pergunta. A lógica é reveladora: iniciar com uma pergunta parece uma concessão educada ao interlocutor, mas quando a intenção real é outra, o efeito se inverte.

Conforme análise publicada pela Psychology Today, perguntas específicas e fechadas, como “O que você achou do novo gerente?”, são percebidas como mais insinceras do que perguntas abertas, como “Como está o trabalho?”. Quanto mais direcionada a pergunta, mais clara fica a intenção de usá-la como gancho para a própria resposta.

Quanto mais direcionada a pergunta, mais clara fica a intenção de usá-la como gancho para a própria resposta

Como o boomerasking corrói os relacionamentos silenciosamente

O padrão repetido raramente gera confronto direto, mas deixa marcas. O interlocutor registra internamente a sensação de ocupar um papel secundário na conversa, como se existisse apenas para servir de plateia. Com o tempo, essa percepção reduz a vontade de compartilhar algo genuíno, gera desconfiança sobre a sinceridade das perguntas futuras e afasta emocionalmente as pessoas, mesmo que as interações continuem acontecendo.

Para quem pratica o boomerasking, o efeito colateral é igualmente prejudicial: o hábito reforça, inconscientemente, a crença de que as próprias experiências são mais relevantes do que as dos outros. Nas redes sociais, o padrão aparece de forma ainda mais explícita, em comentários que respondem superficialmente ao post alheio e rapidamente derivam para uma longa autorrevelação.

Como identificar se você pratica esse hábito nas conversas

A própria pesquisadora Brooks oferece uma solução prática: faça perguntas que você não consiga responder sobre si mesmo. Perguntas sobre experiências únicas do outro, como “Como foi a sua primeira semana morando fora?”, naturalmente não abrem espaço para um bumerangue de volta ao próprio interlocutor.

Outros sinais para autoavaliação:

  • Ao fazer uma pergunta, você já está pensando na sua própria resposta antes de ouvir a do outro?
  • Você espera apenas o tempo mínimo de cortesia antes de começar a falar de você mesmo?
  • Você faz perguntas mais fechadas quando quer um gancho rápido para a sua própria história?
  • Ao final de uma conversa, você sabe mais sobre si mesmo do que sobre a outra pessoa?
Ao final de uma conversa, você sabe mais sobre si mesmo do que sobre a outra pessoa?

A escuta genuína como antídoto para o boomerasking

O boomerasking surge da tensão entre dois impulsos humanos simultâneos: o desejo de ser atencioso com o interlocutor e o desejo de compartilhar as próprias experiências. O problema não é querer falar de si mesmo. O problema é usar uma pergunta como disfarce para fazer isso, porque as pessoas detectam a falta de atenção genuína de forma quase instintiva.

A escuta ativa sem agenda continua sendo o recurso mais eficaz para conversas que constroem vínculos reais. Não se trata de silenciar a própria experiência, mas de oferecer à pergunta o que ela promete: interesse genuíno em ouvir a resposta antes de qualquer outra coisa.

Tags: comportamentopsicologiarelacionamentos

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas notícias

Este mundo não é a Terra 2.0, mas pode ser a chave para encontrá-la

Este mundo não é a Terra 2.0, mas pode ser a chave para encontrá-la

04/06/2026
Arqueólogos redescobrem um mosaico romano extraordinário que permaneceu escondido por mais de 50 anos

Arqueólogos redescobrem um mosaico romano extraordinário que permaneceu escondido por mais de 50 anos

04/06/2026
José Saramago deixou uma frase que conecta passado, presente e futuro: “Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos.”

José Saramago deixou uma frase que conecta passado, presente e futuro: “Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos.”

04/06/2026
Paleontólogos encontram nova espécie de axolote fóssil descoberta no México revela um mundo perdido de 4,2 milhões de anos

Paleontólogos encontram nova espécie de axolote fóssil descoberta no México revela um mundo perdido de 4,2 milhões de anos

04/06/2026
A 2ª melhor cidade do Brasil em qualidade de vida fica no interior paulista e guarda uma das maiores Matas Atlânticas da região

A 2ª melhor cidade do Brasil em qualidade de vida fica no interior paulista e guarda uma das maiores Matas Atlânticas da região

03/06/2026

A primeira plataforma de conteúdo cem por cento comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado. Jornalismo de excelência, focado no que é relevante, com clareza e objetividade.

  • INSTITUCIONAL
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Anuncie conosco
    • Fale conosco
    • Política de privacidade e termos de uso
  • EDITORIAS
    • Colunistas
    • Política
    • Economia
    • Brasil
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Agronegócio
  • FAQ
    • Crie uma conta
    • Assine a revista

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35

Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35