O vulcão Taftan, localizado no sudeste do Irã, voltou a chamar a atenção de pesquisadores após um levantamento de aproximadamente 9 centímetros em cerca de dez meses, indicando aumento de pressão interna e reforçando a importância do monitoramento constante desse estratovulcão de quase 4.000 metros de altitude, cercado por cidades e vilarejos que podem ser afetados por explosões de vapor e emissões de gases.
O que mostra o levantamento recente no vulcão Taftan?
A elevação detectada no vulcão Taftan foi observada por meio da técnica InSAR, que usa sinais de radar de satélites para medir movimentos sutis do terreno ao longo do tempo. Imagens repetidas do mesmo local permitem comparar milímetro a milímetro a altura da superfície, revelando tanto inchaços quanto afundamentos.
Essa monitoração detalhada via satélite oferece uma visão sem precedentes do que ocorre sob a superfície. No vídeo do canal @Treasure Of World 🌎, é possível visualizar como esses dados do InSAR confirmam o reerguimento do terreno no cume do Taftan, evidenciando a pressão interna do sistema hidrotérmico:
Quais são os principais riscos atuais do vulcão Taftan?
Em relação ao vulcão Taftan, o perigo predominante não é a lava, mas as explosões de vapor. Tais eventos derivam da transformação instantânea de águas subterrâneas em vapor, resultando em uma forte e súbita expansão.
Além disso, há preocupação com emissões de gases como dióxido de enxofre e dióxido de carbono, que podem ser carregados pelo vento até cidades vizinhas como Khash, a cerca de 50 quilômetros. Para entender melhor esses riscos, é útil resumir os principais efeitos possíveis identificados pelos especialistas.
- Explosões de vapor locais próximas ao cume;
- Aumento temporário de gases vulcânicos na atmosfera;
- Deposição de partículas finas sobre vegetação e áreas rurais;
- Impactos na qualidade do ar em cidades próximas em episódios específicos.
Como o vulcão Taftan é monitorado hoje em dia?
O acompanhamento do vulcão Taftan é fortemente baseado em dados de satélite, já que a área é remota e possui poucas estações em solo. A técnica InSAR permite identificar mudanças lentas, como o levantamento de alguns centímetros ao longo de meses, mesmo com nuvens, fumaça ou durante a noite.
Apesar disso, a instalação de instrumentos em campo é considerada essencial para um quadro mais completo. Uma rede moderna incluiria sismômetros, receptores de GPS de alta precisão e sensores para gases. A partir dessas necessidades, especialistas sugerem algumas ações prioritárias.
- Implantar estações sísmicas ao redor do edifício vulcânico;
- Instalar receptores GPS contínuos para acompanhar deformações;
- Monitorar gases nas fumarolas e nas encostas;
- Integrar dados de satélite e de campo em centros de vigilância;
- Atualizar periodicamente mapas de perigo e rotas de evacuação.

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Por que um vulcão sem erupções recentes ainda preocupa?
O caso do vulcão Taftan mostra que classificar um vulcão como extinto ou adormecido pode ser enganoso quando não há registros suficientes de atividade ao longo de milhares de anos. Muitos sistemas passam por longos períodos de aparente calma e depois voltam a apresentar sinais internos de agitação em intervalos curtos.
No Taftan, fumarolas persistentes no topo e o levantamento detectado por satélite indicam que o sistema ainda é alimentado por calor em profundidade. Para as comunidades ao redor, é essencial conhecer rotas de saída, entender a direção predominante dos ventos e seguir as orientações de serviços geológicos, que usam esses dados para planejar ações de preparação e reduzir riscos em eventuais mudanças rápidas no comportamento do vulcão.









