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Política

Advogada critica laudo usado por STF e denuncia risco de morte de preso do 8/1

Condenado a 16 anos de prisão, Clayton Nunes está detido desde janeiro de 2023 e sofre de doença grave com imunossupressão; defesa aponta falhas em perícia

8 de janeiro
O barbeiro Clayton Nunes, de 42 anos | Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Durante entrevista ao Jornal da Oeste, Primeira Edição, a advogada Valquíria Durães afirmou que o réu do 8 de janeiro Clayton Nunes corre risco real de morte no sistema prisional. Segundo a defesa, laudos médicos foram desconsiderados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que negou pedido de prisão domiciliar com base em um exame pericial considerado insuficiente. Clayton foi condenado a 16 anos de prisão em fevereiro do ano passado.

Laudo médico alerta para risco de óbito

A advogada afirmou que o réu sofre de psoríase, uma doença imunológica grave, diagnosticada ainda na infância e acompanhada há anos por médica do Hospital Universitário de Brasília. “[A médica dele] laudou que ele corre risco de vir a óbito”, afirmou Durães.

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Leia também: “8/1: condenado a 16 anos de prisão, barbeiro com doença autoimune busca regime domiciliar no STF”

Segundo Valquíria, o laudo foi encaminhado ao STF, que determinou uma avaliação pelo Instituto Médico-Legal (IML). A defensora criticou a forma como o exame foi realizado: “O médico do IML ficou cinco minutos com o Clayton em uma sala, pediu ao Clayton só para baixar as calças e levantar a blusa, não tocou no Clayton, não pediu o prontuário do Clayton e contestou o laudo da médica”.

Ainda assim, o parecer do IML foi acolhido pela Corte. “O ministro Alexandre de Moraes, assim como o PGR e o [Paulo] Gonet decidiram acatar o laudo do IML e não deram a [prisão] domiciliar para o Clayton.”

Advogada denuncia cela superlotada e atraso de medicação

Valquíria relatou que Clayton divide cela com outros 18 presos, convive com detentos portadores de doenças infectocontagiosas e dorme no chão do banheiro. A medicação prescrita, segundo ela, reduz drasticamente a imunidade do paciente. “Ele tem que estar no local limpo, porque essa medicação faz com que a imunidade dele vá a zero”, destacou. A advogada afirmou ainda que a aplicação do medicamento está atrasada há cerca de um mês.

Moraes concedeu prazo de 48 horas para que o Presídio da Papuda encaminhe ao STF o prontuário médico de Clayton Nunes atualizado.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Para esses genocidas UMA MORTE A MAIS, NÃO FAZ DIFERENÇA; QUEM MATA UM, VAI 2, VAI 3…

  2. COLETTO ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO LTDA
    COLETTO ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO LTDA

    PRECISAMOS IR PRARUA
    NAO PODEMOS TER NO SUPREMO TRIBUNAL JUIZES QUE SUA MULHER TENHA NEGOGIO DE CENTENA DE MILHOES COM CORRUPTO E NEM JUZES QQUE TENHA RESORT DE ORIGEM……
    CADE O BRASIL HONESTO ??

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