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Política

Renan Santos defende barrar acordos sobre terras raras

Pré-candidato diz que exploração das reservas brasileiras deve servir à reindustrialização e ao desenvolvimento tecnológico do país

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Renan Santos lançou sua pré-candidatura em novembro de 2025 | Foto: Facebook/Renan Santos

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O pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defendeu, em evento em Goiânia no domingo, 19, a suspensão de acordos sobre terras raras brasileiras até que o país assegure a industrialização desses recursos. Ele defendeu que o acesso às reservas deve ser condicionado à transferência de tecnologia e à produção local de componentes de alto valor agregado, criticando a venda de ativos estratégicos a estrangeiros.

O pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que, se eleito, pretende suspender acordos que envolvem as terras raras brasileiras até que o país garanta a industrialização desses recursos.

Em evento realizado no domingo 19, em Goiânia, ele defendeu a ideia de que o acesso às reservas nacionais fique condicionado à transferência de tecnologia e à produção de componentes de alto valor agregado no Brasil, em vez da simples exportação da matéria-prima.

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Sem citar quais acordos pretende rever, Renan criticou a venda de ativos estratégicos a grupos estrangeiros e disse que um plano nacional para as terras raras deve estar vinculado a uma estratégia geopolítica de reindustrialização.

Segundo ele, o Brasil, que detém cerca de 20% das reservas globais, deve usar essa posição para negociar com Estados Unidos, Japão e Europa em troca de tecnologia e investimentos na produção local.

O debate em volta das terras raras

Terras raras são um conjunto minerais usados na fabricação de equipamentos eletrônicos, ímãs e tecnologias verdes | Foto: Reprodução
Terras raras são um conjunto minerais usados na fabricação de equipamentos eletrônicos, ímãs e tecnologias verdes | Foto: Reprodução

O tema ganhou relevância depois da aquisição da mineradora Serra Verde, de Minaçu (GO), pela empresa norte-americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões).

A companhia é a única fora da Ásia a produzir, em escala comercial, os quatro principais elementos magnéticos de terras raras usados na fabricação de motores para veículos elétricos e turbinas eólicas.

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As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias de alta performance. Embora relativamente abundantes, sua extração e separação exigem processos complexos.

O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais, considerados estratégicos para as cadeias globais de energia, eletrônicos e defesa.

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1 comentário
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Alguém leva a sério a candidatura desse fanfarrão?

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