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Política

Advogado de Cid brinca com Moraes e arranca risadas da plateia

O defensor do tenente-coronel usou a brincadeira para reafirmar a validade do acordo de delação premiada

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O advogado citou uma reportagem publicada em 2024 pela revista Veja, na qual áudios atribuídos a Cid contêm críticas a Moraes | Foto: Reprodução/Youtube/STF

Durante o julgamento sobre a suposta “tentativa de golpe”, o advogado Jair Alves Pereira, responsável pela defesa do tenente-coronel Mauro Cid, fez um comentário descontraído ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira 2.

Pereira citou uma reportagem publicada em 2024 pela revista Veja, na qual áudios atribuídos a Cid contêm críticas direcionadas tanto a Moraes quanto à Polícia Federal (PF).

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Em tom de brincadeira, Pereira afirmou que o magistrado já estaria habituado a receber críticas públicas.

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“Esses mesmos áudios vazados na Veja falam mal de Vossa Excelência, ministro Alexandre de Moraes”, afirmou o advogado. “Vossa Excelência deve estar acostumado com isso”.

A fala do advogado gerou risadas entre os presentes. No vídeo da transmissão do julgamento é possível ver a reação de alguns membros da Corte. O ministro Alexandre de Moraes riu com a brincadeira.

“Mas, em nenhum momento, esse áudio vaza qualquer coisa sobre a colaboração premiada”, emendou Pereira.

Defesa de Cid enfatiza ausência de vazamento sobre delação

O defensor ressaltou que as gravações divulgadas não abordam o conteúdo da delação premiada firmada por Cid.

Segundo Pereira, se Moraes tivesse decretado sua prisão, ele também teria criticado o ministro, mas isso não teria repercussão pública.

Para Pereira, os defensores dos demais réus contestam a colaboração de Cid com o objetivo de enfraquecer as acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O advogado frisou que a validade do acordo de delação de Cid já foi confirmada em mais de uma ocasião.

Leia mais:

O tenente-coronel perderia as vantagens acertadas com a PF caso a Justiça anulasse a delação.

A Procuradoria-Geral da República, porém, argumenta que usou a delação apenas como ponto de partida para as investigações.

Leia também: “A fraude exposta”, reportagem de Edilson Salgueiro, Rachel Díaz e Carlo Cauti publicada da Edição 285 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Em um momento sério, parece que o advogado não está “nem aí” para o seu trabalho de defensor. Algo vergonhoso, bajulando os discricionários.

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