Nesta terça-feira, 11, o advogado Ruyter Barcelar, que defende o coronel Bernardo Romão Corrêa Netto, disse que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra seu cliente é baseada em “ilações” e em provas consideradas frágeis. Corrêa Netto é do grupo de militares das Forças Especiais do Exército, conhecido como “kids pretos”, que teria planejado o assassinato do então presidente Lula, em 2022, e do ministro Alexandre de Moraes, que chefiava o Tribunal Superior Eleitoral.
Durante sustentação oral na 1ª Turma do STF, que julga o núcleo 3 da suposta trama golpista, Barcelar afirmou que a acusação contém “interpretações incorretas” e “conclusões que não se sustentam”.
Receba nossas atualizações
Por isso, Barcelar pediu a absolvição do militar e sustentou que as investigações não demonstraram o envolvimento do cliente em nenhuma tentativa de golpe.
A defesa afirmou que não há evidências de atos preparatórios, reuniões ou planos voltados à prática de crimes contra o Estado Democrático de Direito.
+ Veja mais em Política
Acusação frágil, diz defesa de membro dos kids pretos

Ainda de acordo com o advogado, o conjunto probatório é “frágil” e foi construído sobre “ilações e suposições sem comprovação”.
Ele acrescentou que o grupo não possuía estrutura ou influência hierárquica para interferir em decisões de oficiais superiores das Forças Armadas.
“Qual a prova que o Estado acusador apresentou que o coronel Corrêa Netto era um meio eficaz para convencer oficiais generais?”, interpelou. “Se ele chega e fala: ‘General, vamos dar um golpe’, ele é preso na mesma hora”.
Leia também: “O malabarismo jurídico da PGR”, reportagem publicada na Edição 278 da Revista Oeste





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.