Aécio atribui vitória de Doria à ‘máquina sem limites’ do governo de SP

'Jamais havia visto funcionar dessa forma. Mas ele venceu, nós aceitamos', afirmou o deputado tucano, ex-candidato à Presidência
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Aécio Neves (PSDB-MG) fez críticas a João Doria, vencedor das prévias tucanas para disputar o Planalto
Aécio Neves (PSDB-MG) fez críticas a João Doria, vencedor das prévias tucanas para disputar o Planalto | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Desafeto do governador de São Paulo, João Doria, escolhido candidato do PSDB à Presidência da República em 2022, o deputado federal Aécio Neves (MG) atribuiu ao peso da “máquina” governamental a vitória do tucano nas prévias do partido.

No fim de semana, Doria obteve cerca de 54% dos votos nas primárias da legenda, superando o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite — apoiado por Aécio.

“Uma máquina avassaladora do governo de São Paulo. Jamais havia visto funcionar dessa forma. E até com muita competência, mas sem limites. Mas ele venceu, nós aceitamos o jogo”, afirmou Aécio em entrevista publicada nesta sexta-feira, 3, pelo jornal O Globo.

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Ainda de acordo com o ex-senador, o triunfo de Doria foi um “enredo montado” pelo presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo (PE). “Desde quando, em março, sem reunir a Executiva, sem consultar ninguém, com exceção obviamente do João Doria, ele marcou para este ano as prévias, ao contrário do que tínhamos proposto”, disse Aécio.

Críticas a Lula/Alckmin

Na entrevista, Aécio Neves também criticou a possibilidade da formação de uma chapa envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (que está de saída do PSDB).

“Eu lamento muito que o governador Geraldo Alckmin, pela sua história dentro do partido, não tenha escolhido o partido como seu campo de luta”, disse Aécio. “Vivemos três anos consecutivos de recessão em razão da política da nova matriz econômica do PT. Nós queremos isso de novo?”, indagou.

Bolsonaro

Acusado de “bolsonarista” pelo grupo ligado a Doria no PSDB, Aécio afirmou que não deseja a reeleição do atual presidente da República no ano que vem.

“Bolsonaro não representa ideia de país. Na verdade, ele representa hoje um segmento de pensamento da sociedade conservador, de extrema direita, que não é o nosso sentimento”, finalizou o tucano.

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