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Política

Alcolumbre dá 25 dias para acordo sobre vetos; votação será até 17 de julho

Presidente do Congresso cobra articulação entre governo e parlamentares e ameaça levar impasses ao voto

O senador Davi Alcolumbre: imposição de limites de prazo na tratativa dos acordos com o governo | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O senador Davi Alcolumbre: imposição de limites de prazo na tratativa dos acordos com o governo | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), estabeleceu o prazo de 25 dias para que o governo federal e os parlamentares se entendam sobre os vetos presidenciais pendentes. Caso não haja consenso até lá, os itens irão a voto na sessão de 17 de julho. A fala do senador foi nesta terça-feira, 17.

“Faço um compromisso de que todos esses vetos que ainda não têm um consenso, que a gente tenha esses 25 dias para a próxima sessão do Congresso”, afirmou Alcolumbre. “A decisão desta presidência é que nós possamos sanar todos os vetos que estão na ordem do dia na próxima sessão”.

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Alcolumbre diz haver empenho do governo

O senador destacou principalmente que o governo demonstra disposição para negociar com o Parlamento. Segundo ele, o Planalto está “construindo acordos” para a priorização e derrubada de vetos “caros para o governo na busca por entendimento”.

No entanto, apesar do aceno, Alcolumbre deixou claro do mesmo modo que a falta de acordo não impedirá que os vetos passem por votação. “Ficam alguns poucos vetos para levar a voto para valer a maioria”. Ele sinalizou, aliás, que a deliberação poderá ocorrer mesmo diante de impasses políticos.

Entre os vetos pendentes estão dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, como o contingenciamento de emendas parlamentares não impositivas. Também permanecem sem definição trechos do projeto sobre a regulamentação da geração de energia por eólicas offshore e a proposta de renegociação das dívidas estaduais.

A expectativa é de que o governo intensifique a articulação com líderes partidários nas próximas semanas para evitar derrotas em votações simbólicas. O adiamento das análises já vinha gerando críticas entre congressistas, que cobram previsibilidade e respeito aos acordos firmados.

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