Diretor-geral da Abin vai para a direção da Polícia Federal

Novo diretor-geral da PF é homem de confiança do presidente Jair Bolsonaro e comandou segurança dele na campanha de 2018.
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Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
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Alexandre Ramagem é homem de confiança do presidente Jair Bolsonaro e comandou segurança dele na campanha de 2018

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O atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, é o nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para substituir Maurício Valeixo à frente da Polícia Federal, segundo os jornais Folha de São Paulo O Estado de São Paulo.

Delegado da PF, Ramagem é homem de confiança do presidente e dos filhos dele, tendo comandado a segurança da campanha de Bolsonaro depois do incidente com a facada sofrido pelo então candidato.

Alexandre Ramagem passou em concurso da Polícia Federal em 2005. Chegou a ser nomeado superintendente no Ceará no ano passado, mas não chegou a assumir o posto.

Em 2019, conquistou a diretoria-geral da Abin ao se aproximar de Carlos Bolsonaro no episódio da demissão do general Carlos Alberto Santos Cruz, de quem era assessor especial. O general foi atacado pela chamada ala ideológica – a saber, o ideólogo bolsonarista Olavo de Carvalho –  e pelos filhos do presidente por achar que todos se expunham demais nas redes sociais e Ramagem permaneceu ao lado do clã Bolsonaro no episódio. Permaneceu como assessor especial de Luiz Eduardo Ramos, sucessor de Santos Cruz no cargo.

Com isso, acabou também por ganhar a confiança dos outros filhos políticos do presidente, como o mais velho e senador Flávio Bolsonaro, que já fez diversos elogios ao delegado e apontou recentemente: “É fundamental ter uma equipe que dispõe não só de tecnologia de ponta, à frente daquelas usadas por marginais, mas também do pessoal qualificado, que tenha a visão, a percepção, a iniciativa de identificar o que é importante, para que se busque, para alimentar o presidente da República e toda sua equipe”, disse o senador.

 

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23 comentários

  1. A vida segue. Antes (Era PT), os noticiários cobriam ministros presos, petrolão, mensalão, corrupção generalizada nas estatais etc… Hoje, as grandes (e ultraestimadas) polêmicas são: um pedido de demissão de ministro, uma fala mal colocada do PR etc. A grande imprensa torna hoje os fatos comuns como se fossem fatos extremamente graves, e em outros tempos, tornava fatos extremamente graves em fatos comuns, triviais. Vamos em frente que o Brasil precisa avançar.

    1. PERFEITO, O MORO APUNHALOU O LEÃO BOLSONARO NO PIOR MOMENTO, QUANDO AS HIENAS DO STF, DO CONGRESSO, DAS ESQUERDAS, DA MÍDIA MILITANTE, DO MAIO, DO FHC, CERCAM E ATACAM FEROZMENTE O BOLSONARO. NINGUÉM É O QUE PARECE, NEM O MORO.

    2. Moro caiu na areia movediça. Quer ser candidato a presidente e se for, dirão: olha aí, não falamos que ele tinha armado essa treta para se lançar candidato ? E se ele não se mexer, vai para o limbo do esquecimento, como aconteceu com o Joaquim Barbosa. Moro merece tudo isto pela ambição desmedida e ingratidão oferecida.

      1. Se Moro quiser ser candidato à presidência, já pode ir tirando o cavalinho da chuva. Doria, Witsel , Caiado, Ciro Gomes, Haddad, vão engoli-lo e jamais permitirão que ele possa ser, no máximo, vice de alguém. Que se ele se prestar a isso, mostrará um caráter asqueroso, que espero que ele não tenha.

  2. O custo político da saída de Sergio Moro vai ser sentida a médio prazo nas eleições de 2022, agora os ânimos estão exaltados com a imprensa eufórica e os militantes também. Tudo vai depender da atitude de ambos, acredito que o presidente vai arrefecer e o ex-ministro também, porque os dois tem a perder alimentando polêmicas, que só servem para dar munição a mídia e aos políticos oportunistas, que vão querer infernizar mais ainda o governo e se aproximarem de Moro como urubus. A vida segue.

    1. Bom, pelo menos o presidente tem um aliado fiel na PF, bom pra ele e para os filhos. Me dá arrepios que esta lealdade se transforme em submissão, vazamentos de investigação à vista.

  3. É jornalisticamente correto, num artigo informativo, não opinativo, chamar alguém de “ideólogo bolsonarista”, ao se referir a Olavo de Carvalho?

    1. Eu tinha um respeito muito grande pelo que fez Sérgio Moro, quando juiz de Curitiba, mas sua atuação como ministro me decepcionou muito, da maneira que saiu do ministério e entrevistas subsequentes me dão a impressão de um politiqueiro lazarento, embevecido no seu ego, muito triste.

    1. Você acha que propaganda é ruim? Prefere dinheiro público pra sustentar uma revista que tem como princípio ser independente? Tu achas que só a assinatura mantém um elenco de comentaristas desse porte?

  4. Com certeza, mais um pau mandado num governo que se fecha cada vez mais em si mesmo. Triste constatar que bolsonaristas e petistas são mesmo muito parecidos: incapazes de julgar com imparcialidade. Bolsonaro errou, está querendo mandar em todas as instituições de forma despótica como Lula e Dilma e já se tornou um fantoche nas mãos do Centrão. Mais um presidente que poderia ter feito a diferença, se soubesse separar o público do privado.

    1. Qualquer que seja o Líder de qualquer Organização, precisa de informações confiáveis detalhadas. Somente informações para tomada de decisões! Informação é ouro para quem lidera…

  5. Se é uma prerrogativa do Presidente ele troca qdo quiser. Não o conheço mas ė do quadro da PF. Vamos torcer pra dar certo, a PF vai ter muito trabalho com o Covidão.

  6. Estou começando a achar que esse jornal também é um puxadinho da Folha de São Paulo e o Antagonista, ainda não tenho certeza, mas o que significa a expressão ideólogo bolsonarista aonde referir ao prof. Olavo? No mínimo é uma posição ideológica, mas vamos lá; com o novo diretor espero que conheçamos quem foi o mandante da tentativa de assassinato do nosso Presidente; já sabemos apenas precisam ser denunciados, coisa simples; vamos aguardar.
    Peço mais uma vez a essa revista que ecite posicionamentos ideologicos, isso é por nossa conta, talkey?

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