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Política

Antonio Denarium divulga vídeo com tom de campanha antecipada

Governador de Roraima articula candidatura ao Senado enquanto aguarda julgamento de cassação no Tribunal Superior Eleitoral

Governador de Roraima, Antonio Denarium (PP) responde por abuso de poder político e econômico
Governador de Roraima, Antonio Denarium (PP) responde por abuso de poder político e econômico | Foto: Divulgação/ Valter Campanato/ Agência Brasil

O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), divulgou um vídeo com jingle e imagens de sua atuação administrativa a quase oito meses das eleições de 2026. A peça publicitária apresenta o político como “amigão” e destaca feitos como o pagamento em dia dos servidores estaduais. O movimento ocorre em meio às articulações de Denarium para disputar uma cadeira no Senado Federal no pleito deste ano.

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A legislação eleitoral estabelece que a propaganda oficial só pode ocorrer a partir de 16 de agosto, data posterior ao registro das candidaturas. Até esse marco, qualquer manifestação com pedido explícito de voto configura irregularidade passível de multa, conforme a Lei das Eleições e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A norma busca garantir que todos os postulantes iniciem a disputa de forma igualitária.

Cassação de Antonio Denarium no TSE

A movimentação política de Antonio Denarium acontece enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa a possível cassação de seu mandato e do vice-governador, Edilson Damião (Republicanos). O julgamento, iniciado em novembro de 2025, apura acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Até o momento, o placar registra dois votos pela cassação, incluindo o do relator, ministro André Mendonça.

O processo encontra-se suspenso por causa de um pedido de vista do ministro Nunes Marques e não possui data para retomada. Os magistrados analisam o recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que determinou a cassação, em janeiro de 2024. A acusação revela que a chapa utilizou R$ 70 milhões em transferências a municípios e outros R$ 11 milhões em programas sociais para obter vantagem eleitoral.

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