publicidade
Política

Associação critica uso do termo 'Abin paralela' em investigação da PF

Para a Intelis, a ligação do nome da entidade à palavra 'paralela' é incorreta, pois os envolvidos são 'pessoas externas à carreira de Inteligência'

supremo tribunal federal
Em nota, a entidade também disse que 'espera que os responsáveis sejam punidos' | Foto: Reprodução/Redes sociais

A União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) publicou uma nota na quinta-feira 11 em que critica o uso do termo “Abin paralela”, em referência à investigação da Polícia Federal (PF).

Segundo a associação, a ligação do nome da entidade ao termo “paralelo” é incorreta, pois os envolvidos são “pessoas externas às carreiras de Inteligência”.

Receba nossas atualizações

A Intelis lamenta a repetição de eventos que “mancham a imagem da Inteligência Estatal devido a ações dos tais agentes externos”, que, depois de saírem de seus cargos, “deixam os ônus de suas ações para os servidores orgânicos”.

A entidade espera que os responsáveis pelos desvios sejam punidos. “As crises se sucederão e atores externos seguirão destruindo a imagem e as capacidades do imprescindível serviço de Inteligência republicano do Brasil“, diz o texto.

Operação Última Milha e a suposta “Abin paralela”

Alexandre Ramagem
O ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem é um dos alvos da operação | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A estrutura analisada pela Operação Última Milha ficou conhecida como “Abin paralela” por investigar como parte da Agência Brasileira de Inteligência foi supostamente usada no governo de Jair Bolsonaro para “monitorar ilegalmente autoridades públicas e produzir notícias falsas”.

Em uma nova fase iniciada na quinta-feira, a PF cumpriu cinco mandados de prisão preventiva. A ação tem como alvo o ex-chefe do órgão e atual deputado federal Alexandre Ramagem, além de influenciadores ligados ao suposto “gabinete do ódio”.

Até o momento, quatro prisões foram efetuadas: Giancarlo Gomes Rodrigues; ⁠Matheus Sposito, que foi assessor da Secretaria de Comunicação Social no governo passado; ⁠Marcelo de Araújo Bormevet, policial federal; e Richards Dyer Pozzer.

As investigações revelam que membros dos Três Poderes e jornalistas teriam sido alvo do grupo, que supostamente criava perfis falsos e divulgava fake news.

A organização também teria, segundo a PF, acessado ilegalmente computadores, telefones e infraestruturas de telecomunicações para monitorar pessoas e agentes públicos.

“Os investigados podem responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio”, informou a PF, em nota.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    A ABIN deveria abolir o termo INTELIGENCIA de sua nomenclarura, pelo que vejo, podia ser apenas ABN. pois parece com o presidente, não sabe de nada

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.