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Política

Ataque hacker afeta a plataforma gov.br

O governo apura o tamanho do prejuízo

Para tentar coibir os ataques, o governo passou a cobrar o uso de certificação digital emitido pelo Serpro — empresa pública da área de tecnologia, para autorizar o acesso ao Siafi | Foto: Reprodução/Freepik
Para tentar coibir os ataques, o governo passou a cobrar o uso de certificação digital emitido pelo Serpro — empresa pública da área de tecnologia, para autorizar o acesso ao Siafi | Foto: Reprodução/Freepik

A falha na segurança que permitiu o ataque hacker ao sistema de administração financeira do governo federal, o Siafi, afetou as credenciais de servidores no gov.br. A Polícia Federal (PF) apura possíveis impactos em outros órgãos públicos. O Planalto tomou medidas de segurança nesta segunda-feira, 22.

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O governo apura o tamanho dos valores que podem ter sido desviados pelos criminosos. Ainda não há informação oficial sobre o montante perdido nem quais órgãos foram alvo da ação. 

Para tentar coibir os ataques, o governo passou a cobrar o uso de certificação digital emitido pelo Serpro — empresa pública da área de tecnologia — para autorizar o acesso ao Siafi.

Leia também: “Polícia Federal denuncia tentativa de ataque hacker e suspende emissão on-line de passaporte”

O que se sabe até agora é que os invasores tiveram acesso a credenciais válidas do gov.br usadas por servidores habilitados a movimentar valores no Siafi.

Há suspeita de que foram efetuados pagamentos via Pix, depois do ataque hacker na plataforma gov.br

Hacker
Com a suspeita de desvio de dinheiro público, o departamento de crimes cibernéticos da Polícia Federal (PF) lidera as investigações do ataque | Flatart/Freepik

Os criminosos usaram esse acesso para tentar emitir ordens bancárias via Pix. Há suspeita de que foram efetuados pagamentos com substituição do destinatário original.

Leia mais: “PF indicia Carla Zambelli e hacker por invasão do site do CNJ”

Os invasores também usaram o acesso para alterar as senhas de outros servidores. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, técnicos observaram que o Siafi é um sistema complexo e pouco intuitivo. Para operá-lo, requer-se conhecimento especializado sobre a plataforma. 

Com a suspeita de desvio de dinheiro público, o departamento de crimes cibernéticos da PF lidera as investigações do ataque. A apuração se dá em parceria com a Agência Brasileira de Inteligência.

Leia também: “Instituto Nacional do Câncer suspende serviços de radioterapia depois de ataque de hacker

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