A Justiça da Itália marcou para 11 de fevereiro a audiência que deve definir o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil.
A sessão estava marcada para esta terça-feira, 20, mas foi adiada pela quarta vez pela Corte de Apelação de Roma, responsável pelo caso. O tribunal considerou que não houve tempo suficiente para analisar as informações enviadas pelo governo brasileiro sobre o presídio onde Zambelli ficaria detida no Brasil.
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Na terça-feira, a ex-deputada participou de uma audiência realizada a portas fechadas. Na sessão, os advogados sustentaram que a penitenciária para onde Zambelli seria enviada — a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia — não respeita os direitos humanos. Atualmente, a ex-parlamentar está detida no Presídio Feminino de Rebibbia, em Roma.
Durante a audiência, a ex-deputada pediu que a Corte substitua os juízes responsáveis pelo julgamento do caso. A defesa tem prazo de até três dias para protocolar formalmente o pedido. Se a solicitação for aceita, o processo de extradição será reiniciado.
A Corte de Roma avalia a possibilidade de marcar uma audiência para tratar exclusivamente do caso de Zambelli. Até agora, a ex-parlamentar tem sido julgada em sessões que julgam diversos processos.
Caso a extradição seja autorizada, a ex-deputada ainda poderá recorrer à Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano.
Entenda o processo de extradição de Zambelli
Zambelli foi condenada duas vezes pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na primeira, recebeu pena de 10 anos e 8 meses de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na segunda condenação, foi sentenciada a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que perseguiu um homem com uma arma nas vésperas das eleições de 2022.
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A ex-deputada deixou o Brasil alguns dias antes de ser declarado o trânsito em julgado da primeira condenação e está presa na Itália desde julho do ano passado. Em dezembro, Zambelli renunciou ao cargo de deputada federal, depois de o STF anular a decisão do plenário da Câmara dos Deputados pela não cassação do mandato.
Leia também: “Requinte de crueldade à brasileira”, reportagem de Sarah Peres publicada na Edição 304 da Revista Oeste





































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