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Política

Auditoria aponta superfaturamento na compra de soro fisiológico no RJ

Mais um contrato da Secretaria Estadual de Saúde está sendo investigado

Controladoria Rio de Janeiro
Sede da Controladoria-Geral do Rio de Janeiro | Foto: CGE-RJ

Mais um contrato da Secretaria Estadual de Saúde está sendo investigado

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Foto: CGE-RJ

Uma auditoria da Controladoria-Geral do Rio de Janeiro divulgada nesta terça-feira, 9, apontou superfaturamento de R$ 1,6 milhão na compra de soro fisiológico para pacientes com a covid-19.

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O volume comprado – 370 mil litros, ou 1,3 milhão de frascos – também levantou suspeitas: é 20 vezes maior do que o total comprado para abastecer hospitais do Estado durante três anos.

Segundo a CGE, em apenas quatro dias, a Secretaria de Saúde do governo Witzel abriu um processo de contratação e escolheu uma empresa para a compra sem licitação. O parecer jurídico era obrigatório, mas essa regra foi ignorada.

LEIA TAMBÉM: Covidão: PF faz operações para combater fraudes no MA e RJ

O contrato, no valor de R$ 5,7 milhões, foi fechado com a Carioca Medicamentos e Material Médico, escolhida para fornecer cloreto de sódio 0,9% – popularmente conhecido como soro fisiológico – para o atendimento aos pacientes do novo coronavírus.

O Tribunal de Contas do Rio abriu uma auditoria e cobrou explicações sobre esse contrato, mas a Secretaria de Saúde não soube dizer por que comprou tanto soro fisiológico.

Em documento, a secretaria admite que “a demanda pela aquisição de cloreto de sódio não foi originada pela coordenação de medicamentos da superintendência de logística, suprimentos e patrimônio”, que é o setor técnico.

A pasta informou que “como a área desconhece os detalhes do contexto fático que originou a contratação, não é possível estabelecer a relação entre o objeto do processo e o enfrentamento da pandemia da Covid-19”.

A Coordenação de Medicamentos da Secretaria de Saúde também não sabe explicar quais hospitais seriam abastecidos com soro.

Segundo a auditoria, R$ 1,6 milhão poderiam ter sido economizados se a Secretaria de Saúde tivesse comprado o medicamento pelo preço médio de outras contrações realizadas pelo poder público.

Dois meses depois da assinatura do contrato, o estado só recebeu 14% dos frascos comprados. A Carioca Medicamentos ganhou até agora R$ 400 mil dos cofres da Secretaria de Saúde.

O responsável por essa contratação está preso há um mês, por outro motivo. Gabriell Neves é investigado por fraude na compra de respiradores.

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