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Política

Banco Central prorroga investigação contra o Master

Inquérito terá mais 120 dias de duração; instituições financeiras do conglomerado de Daniel Vorcaro já enfrentam liquidação e intervenção

Master - Damares - Relatório - Governo São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na Rua Elvira Ferraz, em Itaim Bibi | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fachada da sede do Banco Master na Rua Elvira Ferraz, no bairro paulistano Vila Olímpia | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Banco Central (BC) estendeu por mais 120 dias o inquérito administrativo contra o grupo do Banco Master. A investigação apura um esquema de irregularidades nas instituições do conglomerado. A prorrogação do prazo oficial começará a valer no dia 23 de junho.

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Todas as empresas financeiras vinculadas ao grupo já estão sob regime de resolução do BC. O chefe-adjunto do Departamento de Resolução e de Ação Sancionadora do órgão, Aarão Diamantino Oliveira, assinou o comunicado sobre a continuidade das apurações.

O escopo da investigação da autoridade monetária atinge seis empresas. São elas:

  • Banco Master;
  • Banco Master de Investimento;
  • Banco Master Múltiplo;
  • Banco Letsbank;
  • Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários;
  • Will Bank.

O BC decretou a liquidação do Banco Master no dia 18 de novembro. A medida extrema coincidiu com a primeira prisão do dono do conglomerado, o empresário Daniel Vorcaro. As autoridades o investigam sob a acusação de fraudes bancárias.

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Na mesma data, o órgão regulador também liquidou o banco de investimentos, o Letsbank e a corretora. O Banco Master Múltiplo entrou em Regime de Administração Especial Temporária. Esse formato afasta a diretoria original, mas mantém o funcionamento das atividades da empresa. O BC liquidou o Will Bank posteriormente, no mês de janeiro.

Os motivos da devassa do Banco Central

A autoridade monetária justificou as duras intervenções com base em três fatores principais. O documento do BC apontou uma grave crise de liquidez no conglomerado. Os técnicos também registraram o forte comprometimento da situação econômico-financeira das empresas.

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Por fim, o órgão identificou violações severas e infrações às normas gerais que regulam o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional.

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