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Política

BC vira alvo de ataques coordenados nas redes sociais, depois da liquidação do Banco Master

Levantamento identificou pico de postagens sincronizadas contra a atuação da autoridade monetária

Imagens editadas, frases de impacto e comparações irônicas foram usadas para tentar descredibilizar a autoridade monetária | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial
Imagens editadas, frases de impacto e comparações irônicas foram usadas para tentar descredibilizar a autoridade monetária | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

Uma ofensiva coordenada nas redes sociais pôs o Banco Central (BC) sob ataque às vésperas da virada do ano. O alvo principal foi a atuação da autoridade monetária na liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro, em um movimento que apresentou sinais de coordenação e impulsionamento artificial.

Um levantamento realizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) identificou um pico concentrado de publicações em um intervalo de cerca de 36 horas, principalmente entre os dias 27 e 29 de dezembro. Ao todo, foram contabilizados mais de 4,5 mil posts no auge da mobilização, majoritariamente críticos ao BC, com forte presença em perfis de grande alcance no X, Instagram, Facebook e YouTube.

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Ex-diretor virou alvo da ofensiva

Embora dirigentes de diferentes instituições tenham sido citados, o foco principal das postagens recaiu sobre Renato Dias Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, responsável por vetar a proposta de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). As mensagens buscaram associar sua atuação a prejuízos institucionais, com foco em questionar decisões técnicas tomadas ao longo de um processo que se estendeu por mais de cinco meses.

Imagens editadas, frases de impacto e comparações irônicas foram usadas para tentar descredibilizar a autoridade monetária, conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Em alguns casos, o conteúdo circulou em páginas tradicionalmente voltadas a celebridades e entretenimento, o que levantou suspeitas até entre usuários comuns sobre a origem e a intenção das publicações.

STF, TCU e o pano de fundo institucional

Além do Banco Central, o ataque digital incluiu críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), órgãos que passaram a analisar desdobramentos do caso Master. Ministros do STF foram mencionados de forma recorrente, assim como o governo federal, em uma narrativa que buscou enquadrar a liquidação como decisão política.

No plano institucional, o BC sustenta que o veto à operação com o BRB e a posterior liquidação seguiram critérios regulatórios, com recomendação técnica da diretoria de fiscalização. Mesmo assim, o cerco jurídico e político abriu espaço para disputas narrativas fora do ambiente formal, migrando para as redes sociais.

Influenciadores relatam propostas para atacar o BC

O episódio ganhou novos contornos quando influenciadores e agentes políticos relataram ter sido procurados para publicar conteúdos críticos ao Banco Central e favoráveis ao Banco Master. Segundo esses relatos, as propostas envolviam vídeos e postagens que retratariam a instituição financeira como vítima da atuação do regulador.

Diante do episódio, a Febraban avalia as medidas a serem adotadas. Entre as alternativas está o acionamento da Polícia Federal (PF), que já investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Em meio à ofensiva, entidades representativas do setor financeiro divulgaram uma nota conjunta para reafirmar a confiança nas decisões técnicas do Banco Central e defender a preservação de sua independência institucional.

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3 comentários
  1. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Uma esquerda destruidora, onde põe a mão virar merda

  2. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    A esquerda é muito barata, e Lula usa nosso dinheiro para compra-la de baciada.

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