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Política

Bolsonaro na PF: Carlos acusa Moraes de abuso de poder

Manifestação ocorreu em reação à negativa do STF ao pedido de prisão domiciliar

Carlos Bolsonaro faz novo alerta sobre riscos que seu pai corre na prisão | Foto: Roosevelt Pinheiro / Agência Brasil
Carlos Bolsonaro faz novo alerta sobre riscos que seu pai corre na prisão | Foto: Roosevelt Pinheiro/Agência Brasil

Carlos Bolsonaro reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes que manteve Jair Bolsonaro preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Em uma postagem divulgada nesta quinta-feira, 1º, o vereador afirmou que o magistrado extrapolou limites institucionais e colocou o ex-presidente em situação de perigo.

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Segundo Carlos, o que ocorre no país não representa a aplicação regular da lei. Para ele, trata-se de um cenário marcado por excessos concentrados na atuação de um único ministro. “O que está em curso no Brasil não é a aplicação rigorosa da lei, mas um exercício reiterado de abuso de poder”, escreveu.

O filho do ex-presidente também afirmou que as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ferem princípios básicos do ordenamento jurídico. No texto, ele declarou que tais medidas “violam garantias constitucionais básicas” e expõem Jair Bolsonaro a “riscos reais, físicos e humanos”.

Negativa à prisão domiciliar motiva reação

A manifestação ocorreu no mesmo dia em que Moraes rejeitou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa. O ministro afirmou que não houve apresentação de novos elementos capazes de alterar decisões anteriores.

Na avaliação do magistrado, existe “total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar”. Moraes também citou descumprimento de medidas cautelares e atos que indicariam tentativa de fuga, incluindo a “dolosa destruição da tornozeleira eletrônica”.

Na carta, Carlos Bolsonaro relacionou a manutenção da prisão a episódios anteriores no sistema penitenciário. Ele mencionou a morte de Clériston Pereira Cunha, conhecido como Clezão. “A morte de Clezão não foi um acidente nem uma fatalidade imprevisível”, escreveu. Em seguida, afirmou que o episódio seria resultado de um ambiente de arbitrariedade institucional.

No início da noite desta quinta-feira, 1º Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar e retornou à cela na Polícia Federal. O ex-presidente estava internado desde 24 de dezembro para uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada no dia seguinte sem intercorrências. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses por uma suposta tentativa de golpe.

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