Bolsonaro se reúne com evangélicos para discutir perdão das igrejas

Bancada evangélica se articula para que o presidente não vete projeto que perdoa quase R$ 1 bilhão de multas das igrejas com a Receita
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Presidente tem até sexta-feira, 11, para vetar ou sancionar projeto | Foto: Marcos Corrêa/PR
Presidente tem até sexta-feira, 11, para vetar ou sancionar projeto | Foto: Marcos Corrêa/PR | igrejas

Bancada evangélica se articula para que o presidente não vete projeto que perdoa quase R$ 1 bilhão de multas das igrejas com a Receita

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Presidente tem até sexta-feira, 11, para vetar ou sancionar projeto | Foto: Marcos Corrêa/PR
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O presidente Jair Bolsonaro se reuniu na tarde desta quarta-feira, 9, com deputados da bancada evangélica para discutir o projeto que anula quase R$ 1 bilhão em dívidas tributárias de igrejas. O chefe do Executivo tem até sexta-feira, 11, para vetar ou sancionar a proposta.

Enquanto os deputados pressionam para que presidente sancione o perdão, a equipe econômica recomendou o veto. Contudo, a bancada evangélica é tida como aliada de Bolsonaro, e um possível veto poderia desgastar relação.

No encontro, que ocorreu fora da agenda oficial do presidente, a bancada evangélica tentou alternativas para que a medida seja sancionada. A reunião contou com a presença de diversos parlamentares, entre eles Silas Câmara (Republicanos-AM) e Marco Feliciano (Republicanos-SP).

Conforme Oeste mostrou, em maio deste ano, o deputado David Soares (DEM-SP) protocolou uma emenda ao texto da Medida Provisória 960/2020, no intuito de acabar com as dívidas dos templos religiosos. O parlamentar é filho do missionário R.R Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus.

Articulação

Durante articulação no Congresso, a emenda foi aprovada pela Câmara no dia 15 de julho, com orientações contrárias de PT, PSDB, PDT, Novo, Psol e Rede. PSD e PSB liberaram suas bancadas e os demais partidos orientaram favoravelmente. Foram 345 a favor da emenda (votos sim) e 125 contra (votos não), além de duas abstenções.

No Senado, o projeto foi aprovado quase um mês depois, em 18 de agosto, sob relatoria do senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL). O tucano apenas chancelou o texto aprovado pelos deputados. A votação no Senado foi simbólica.

Somente a igreja do pai de David Soares tem R$ 37,8 milhões inscritos na Dívida Ativa da União. Além disso,  soma outros débitos milionários ainda em fase de cobrança administrativa pela Receita.

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3 comentários

  1. Como evangélica, fico constrangida com esta pressão covarde em cima de Bolsonaro!! Por que não abrem mãos de horários em TVs abertas, imóveis e reduzem seus gastos?? Os pastores precisam aprender sobre gestão financeira. Péssimo testemunho!!

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