Bolsonaro: ‘Vai ter eleição, não vou melar, fique tranquilo’

Presidente garantiu a realização do pleito em 2022 e até esboçou elogios ao chefe do TSE, Luís Roberto Barroso
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O presidente Jair Bolsonaro reiterou que segue jogando 'dentro das quatro linhas' da Constituição
O presidente Jair Bolsonaro reiterou que segue jogando 'dentro das quatro linhas' da Constituição | Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro voltou a refutar o discurso de parte da esquerda mais radical de que teria intenção de dar um suposto “golpe de Estado” e “melar” as eleições presidenciais de 2022. Em entrevista à revista Veja, o chefe do Executivo garantiu a realização do pleito no ano que vem e até esboçou elogios ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, com quem teve desentendimentos em função do voto eletrônico.

“Olha só: vai ter eleição, não vou melar, fique tranquilo, vai ter eleição. O que o Barroso está fazendo? Ele tem uma portaria deles lá do TSE, onde tem vários setores da sociedade, onde tem as Forças Armadas (FFAA), que estão participando do processo a partir de agora”, disse. “As FFAA têm condições de dar um bom assessoramento. Com as FFAA participando, você não tem por que duvidar do voto eletrônico”, afirmou Bolsonaro. “As FFAA vão empenhar seu nome, não tem por que duvidar. Eu até elogio o Barroso, no tocante a essa ideia — desde que as instituições participem de todas as fases do processo.”

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Reeleição

Indagado se será, de fato, candidato a um segundo mandato, o presidente admitiu a intenção de concorrer. “Se não for crime eleitoral, eu respondo: pretendo disputar”, disse. Em seguida, praticamente descartou a possibilidade de ter o general Hamilton Mourão novamente como companheiro de chapa. “Olha só, seu eu vier candidato, não vai mais se repetir o que aconteceu em 2018. O vice tem que ter algumas características, tem que ajudar você”, ressaltou. “E tem que ajudar no tocante ao voto também. Então, o pessoal diz pra mim: ‘Ah, o vice ideal é de Minas ou do Nordeste’. Então, tudo isso a gente vai botando na mesa”, afirmou. “O Mourão, por exemplo, eu acho que não está fechada a porteira para ele ainda. Agora, o Mourão não tem a vivência política. Praticamente zero. E depois de velho é mais difícil aprender as coisas. Mas, no meu entender, seria um bom senador.”

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Pesquisas

Em relação às pesquisas eleitorais que apontam, neste momento, vantagem para o petista Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro não demonstrou preocupação. “Pesquisa é uma coisa, realidade é outra”, resumiu Bolsonaro. “O que o outro lado faz? ‘Oh, no meu tempo o gás estava tanto, a carne estava tanto’. Eles ficam jogando isso aí; ele pegou uma economia de certa forma arrumada do Fernando Henrique Cardoso”, lembrou o presidente. “Nós estamos arrumando a casa, engordando o porquinho, espero que o lobo mau não coma o nosso porquinho. A gente quer o bem do Brasil. O outro gastava horrores, não tinha teto de gastos, não tinha problemas com o Parlamento, dava menos dor de cabeça para eles, loteou tudo”, constatou. “Hoje, é completamente diferente, estou demorando um recorde de tempo para sabatinar o André Mendonça, coisa que não acontecia no passado. Era um relacionamento Executivo-Legislativo bem diferente do que é hoje. Aqui não tem loteamento.”

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