O governo brasileiro não assinou um comunicado do Mercosul que cobra a restauração da democracia na Venezuela. A iniciativa foi do presidente da Argentina, Javier Milei, durante a cúpula do bloco em Foz do Iguaçu (PR).
De acordo com o portal g1, fontes do Ministério das Relações Exteriores afirmaram que já havia, há semanas, a negociação de um texto sobre a situação venezuelana. O Itamaraty, no entanto, defendia uma posição “equilibrada” do bloco.
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O governo brasileiro, portanto, queria citar no documento apenas temas ligados a direitos humanos e à crise humanitária no país, mas também mencionar críticas à atuação dos Estados Unidos no Caribe. Para o Itamaraty, a presença de forças militares internacionais é uma ameaça à soberania regional.
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Os demais países do Mercosul rejeitaram esse trecho. Diante do impasse, o Brasil deixou a negociação do texto final. Pelo mesmo motivo, o Uruguai também não assinou o comunicado.
O governo avaliou que a adesão poderia ser interpretada como “chancela” às ações norte-americanas. Ao g1, um diplomata afirmou que o Brasil sabia do comunicado, mas que lamenta que não houve “o tradicional comunicado do Mercosul Estados Partes e Associados.”
O Ministério das Relações Exteriores, porém, ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
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