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Política

Brasil segue sem condenar situação eleitoral da Venezuela

Em nota conjunta com Colômbia e México, o Itamaraty pede 'contenção' em manifestações

maduro e lula
Nicolás Maduro em visita ao presidente Lula, em maio de 2023 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em nota conjunta divulgada nesta quinta-feira, 1°, com o México e a Colômbia, o Brasil continuou sem condenar o processo eleitoral que aconteceu na Venezuela no domingo 28. As três nações pediram a “contenção” das manifestações que tomaram conta do país depois que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) declarou oficialmente o ditador Nicolás Maduro reeleito, com pouco mais de 5 milhões de votos.

Maduro está no poder desde 2013 e a oposição fala em fraude na eleição. Conforme os opositores do regime chavista, o principal candidato contra Maduro, Edmundo González, venceu, com 70% dos votos.

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Brasil, Colômbia e México não reconheceram e nem refutaram a eleição venezuelana. Eles aguardam a divulgação das atas eleitorais. Em nota divulgada na segunda-feira 29, o Itamaraty chegou a saudar o “caráter pacífico” da “jornada eleitoral” que aconteceu na Venezuela.

+ Lula diz que processo eleitoral na Venezuela é ‘normal’ e ‘tranquilo’

Na nota de hoje, os três países pediram que o governo local divulgue os comprovantes do pleito. As atas são boletins que registram os votos de cada urna. No processo eleitoral de domingo, as atas não foram devidamente apresentadas pelas autoridades, e o governo venezuelano fala de falhas no sistema. Até o momento, Maduro não deu garantia da divulgação dos comprovantes.

“Acompanhamos com muita atenção o processo de escrutínio dos votos e fazemos um chamado às autoridades eleitorais da Venezuela para que avancem de forma expedita e divulguem publicamente os dados desagregados por mesa de votação”, afirmaram os três países na nota.

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A comunidade internacional, como Argentina e Chile, apontou falta de transparência no pleito e não reconheceu a reeleição de Maduro. Depois da reação negativa de sete países latino-americanos, Maduro expulsou o corpo diplomático da Argentina, do Chile, da Costa Rica, do Panamá, do Peru, da República Dominicana e do Uruguai. A Organização dos Estados Americanos informou que pedirá a prisão de Maduro ao Tribunal Penal Internacional.

Algumas horas antes de a nota ser divulgada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou de forma remota com os presidentes Manoel Lopez Obrador (México) e Gustavo Petro (Colômbia) sobre a eleição na Venezuela.

Nota conjunta com Brasil pede manutenção da “paz social” na Venezuela

Ainda na manifestação, as três nações manifestaram preocupação com as manifestações que tomaram conta da Venezuela. Segundo eles, a prioridade é “manter a paz social e proteger vidas humanas”.

“Fazemos um chamado aos atores políticos e sociais a exercerem a máxima cautela e contenção em suas manifestações e eventos públicos, a fim de evitar uma escalada de episódios violentos”, informaram no texto.

Brasil, Colômbia México também se colocaram à disposição para apoiar o diálogo entre o governo e a oposição venezuelana. “Que esta seja uma oportunidade para expressar, novamente, nosso absoluto respeito pela soberania da vontade do povo da Venezuela”, continuaram. “Reiteramos nossa disposição para apoiar os esforços de diálogo e busca de acordos que beneficiem o povo venezuelano.”

Confira a íntegra da nota conjunta dos três países

Os governos do Brasil, Colômbia e México felicitamos e expressamos nossa solidariedade com o povo venezuelano, que compareceu massivamente às urnas em 28 de julho para definir seu próprio futuro.

Acompanhamos com muita atenção o processo de escrutínio dos votos e fazemos um chamado às autoridades eleitorais da Venezuela para que avancem de forma expedita e divulguem publicamente os dados desagregados por mesa de votação.

As controvérsias sobre o processo eleitoral devem ser dirimidas pela via institucional. O princípio fundamental da soberania popular deve ser respeitado mediante a verificação imparcial dos resultados.

Nesse contexto, fazemos um chamado aos atores políticos e sociais a exercerem a máxima cautela e contenção em suas manifestações e eventos públicos, a fim de evitar uma escalada de episódios violentos. Manter a paz social e proteger vidas humanas devem ser as preocupações prioritárias neste momento.

Que esta seja uma oportunidade para expressar, novamente, nosso absoluto respeito pela soberania da vontade do povo da Venezuela. Reiteramos nossa disposição para apoiar os esforços de diálogo e busca de acordos que beneficiem o povo venezuelano.

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5 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Típica redação de petistas vagabundos , não falam nada concretamente e ficam em cima do muro.kkk

  2. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    O desgoverno de LULAPALOOZA e e seus KIDs Vigaristas compraram o Judiciário e as Forças Armadas-mimadas….BRAVE! (Brasil/Venezuela). Simples assim!

  3. Marcio de Lima
    Marcio de Lima

    Nosso desgoverno segue se superando … tento controlar minha desesperança pra não se transformar em revolta. Que seja!!!

  4. Christian
    Christian

    Só o desgoverno daqui é que não sabe que a eleião de lá foi fraudada ????

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