Uma caminhada em defesa do perdão aos presos pelos atos de 8 de janeiro ocorreu neste domingo, 7, na Avenida Paulista, em São Paulo. A Caminhada pela Anistia foi convocada pelo padre Kelmon, presidenciável em 2022, e pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES). A organização é do advogado Claudio Luis Caivano.
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O ato começou às 13h, em frente à TV Gazeta, e seguiu em até a Praça da Sé. Segundo o registro do evento, participaram personalidades políticas como Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro; o vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo; e a vereadora Sonaira Fernandes, da capital.
A Avenida Paulista segue como um dos principais palcos de manifestações do país. Lideranças de diferentes espectros políticos disputam o espaço, que funciona como termômetro da força das mobilizações.
Líderes se manifestam durante o ato
Durante o ato, o padre dirigiu-se aos presentes com uma declaração religiosa: “Precisamos perder o medo”, afirmou. “Cristão não tem medo, porque quem nos impulsiona é o Espírito Santo de Deus.”
Renato, por sua vez, declarou que os apoiadores devem confiar na escolha de Bolsonaro, que decidiu que Flávio será candidato à Presidência nas próximas eleições. “Precisamos que todos marchem no mesmo sentido”, reforçou. Ele também pediu que cada cidade organize seus próprios atos pela anistia, “pela liberdade, pelo progresso, pela soberania do nosso país”.
Mello Araújo também discursou durante a caminhada. Em sua fala, ele afirmou que “a arma que temos é o celular” e lembrou que a campanha de Bolsonaro foi construída pelo apoio popular. Durante o discurso, também perguntou aos manifestantes: “Vamos tirar o presidente da cadeia?”, ao afirmar que espera que manifestações e orações continuem a guiar o movimento.
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Anistia está travada na Câmara
A proposta da anistia está travada na Câmara dos Deputados. Com a prisão de Bolsonaro, a oposição se mobiliza para articular uma alternativa. Na última semana, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) protocolou o Projeto de Lei n° 5.977/2025. O texto, segundo Viana, beneficiaria todos que, na visão do senador, foram alcançados por “interpretações penais distorcidas” nos últimos anos.
O “PL do fim dos exageros”, se aprovado, revoga tipos penais introduzidos no Código Penal brasileiro destinados à suposta proteção do Estado Democrático de Direito. O texto exclui os crimes contra as instituições democráticas, que incluem golpe de Estado e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, usados para condenar Bolsonaro e aliados.
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