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Política

Candidato a vice de Nunes precisa ser um bom gestor, diz vice-governador de SP

Felício Ramuth é filiado ao PSD, partido que deve apoiar a reeleição do emedebista

Ramuth, Tarcísio e Nunes
Tarcísio e Ramuth deverão apoiar Nunes nas próximas eleições | Foto: Isadora de Leão Moreira/Governo do Estado de São Paulo

A maior preocupação da aliança que deverá apoiar candidatura à reeleição do atual prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), é encontrar um candidato a vice que tenha também boa capacidade de gestão.

Leia mais: “Ricardo Nunes é a bola da vez”

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A afirmação foi feita a Oeste pelo vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), que tem trabalhado junto com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e aliados do atual prefeito na definição da chapa.

“Não adianta você ter um grande cabo eleitoral para apoiá-lo na campanha, como vice, que depois lhe dê problema”, afirma o vice-governador. “Lá na frente, esse vice terá de se mostrar um bom gestor, com experiência em lidar com questões políticas e administrativas.”

Ramuth afirmou que a aliança do atual prefeito com o governo estadual retrata a sintonia das políticas que estão sendo realizadas, muitas delas em conjunto.

Leia mais: “Eleição em SP decompõe frente de Lula em palanques de Boulos, tabata e Nunes”

“Há muita afinidade nas gestões, o trabalho está dando certo, e buscaremos dar continuidade em tudo que tem sido feito.”

Escolha do atual prefeito

Ricardo Nunes
Ricardo Nunes dará o aval para a definição do vice, diz Ramuth | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O vice-governador ressaltou, no entanto, que qualquer escolha precisará do aval do próprio Nunes. Será ele quem dará a palavra final, segundo Ramuth.

“Acima de tudo, a escolha deve ser de alguém que possa ser uma pessoa da confiança do prefeito, por isso precisa ter a aprovação dele.”

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Em janeiro, Jair Bolsonaro (PL) indicou, como candidato a vice o ex-comandante da Rota Ricardo Mello Araújo, que também foi diretor da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) durante a gestão dele na Presidência da República.

Nunes considerou boa a indicação, mas, desde então, despontou o nome de Aldo Rebello, sucessor de Marta Suplicy (PT) na Secretaria de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo.

Rebello deixou o PCdoB em 2017 e se filou ao PSB. A partir de 2018, foi para o Solidariedade e, em 2022, se filiou ao PDT, pelo qual concorreu ao Senado por São Paulo e ficou em oitavo lugar, com 1,07% dos votos válidos. No entanto, ele também deverá deixar o partido, já que esse faz parte da aliança que apoia a candidatura de Guilherme Boulos (Psol) ao cargo de prefeito.


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